sexta-feira, 23 de outubro de 2009

1 MINUTO PARA DANÇA



Projeto 1 Minuto para Dança volta em nova fase.
O Projeto foi uma ação da Cia. Luzia Amélia realizada de 2005 a 2007 e ofereceu ao público teresinense um conjunto de intervenções em dança contemporânea que dialogaram com cidade e suas questões mais urgentes. Bailarinos e transeuntes, corpo e concreto, arte e protesto se confrontaram tendo o cotidiano da cidade como cenário.
O retorno do projeto inaugura uma parceria entre a Cia. Luzia Amélia e o SESC do Piauí. Na nova temporada, serão realizadas 3 edições da iniciativa, de outubro a dezembro, sempre na segunda quinzena de cada mês.
1 Minuto Para Dança oferece um caminho para se repensar questões históricas, sociais e políticas pelo viés da dança contemporânea, reelaborando formatos e conceitos usualmente empregados em apresentações artísticas. Por meio de intervenções cênicas, a Cia. Luzia Amélia pretende reapresentar à cidade temas que possam colaborar para um pensamento crítico acerca da contemporaneidade.
A cidade desconstrói-se por meio desse projeto. Nesta reedição, a dança contemporânea nos levará por entre os escombros da cidade que ainda resta, pelos espaços de memória coletiva que formam a identidade cultural de Teresina.
O Projeto, com esta intervenção, pretende trazer à tona mais perguntas do que repostas. Quem eram aqueles que foram enterrados neste cemitério? Porque ele desapareceu? Porque a cidade de Teresina insiste em enterrar sua história sob o cimento?
Ancorado na vontade de se desenvolver narrativas poéticas que gerem um ciclo de reflexão e debate, o projeto traz nesta temporada, momentos reservados ao debate por meio de palestras com convidados ligados aos temas abordados. Pesquisadores e estudiosos emprestarão um pouco de seus conhecimentos ao projeto, na tentativa de traçar um perfil identitário da cidade de Teresina.
O primeiro convidado dessa jornada de debates, é o Professor, escritor e pesquisador Paulo Machado. Apaixonado pelas questões históricas que envolvem a cidade de Teresina, Machado apresentará um painel histórico e social a respeito da significativa contribuição do negro à identidade de nossa cidade. A presença de militantes do movimento negro, outros pesquisadores e pessoas engajadas completaram a mesa de debates, a ser formada no final da palestra.

Então vamos lá. Anote na agenda,-de papel, do ipod, do celular, as datas da ação do mês de outubro.

Intervenção: dia 28 de outubro na Praça da liberdade as 9h
Mesa r
edonda: dia 30 de outubro no auditório do SESC-Centro.

Informações:
Sesc-Centro: 86 3230-9910
Aqui no Helvetica12.com
Cia Luzia Amélia: 86 3221-1977
cialuziaamelia.com

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Sobre a Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul



Garotinhas e garotinhos juvenis!

Hoje venho falar da tetéia, do pitel, do xuxu que foi a mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul, um evento itinerante que aconteceu nos dias 13, 14, 15, 16, 17, 18 e 19 aqui em Teresina. É a sua 4ª edição e já se considera de casa(é de casa e muito bem vinda!), com direito a coquetel de abertura e dias reservados em nosso calendário!

Um empreendimento e tanto com uma proposta belíssima o qual leva à 16 capitais brasileiras o olhar singular de cineastas sul-americanos sobre temas, valores e dilemas que dizem respeito à dignidade da pessoa humana.

Mas de cara ficamos(minhas irmãs e eu) indignadas com a escolha do lugar onde aconteceram as exibições: Sala Torquato Neto, no Clube dos Diários. Além de pequena, sua estrutura não é das melhores, fora que o evento foi pouco divulgado (alguém viu panfletos serem distribuídos em escolas, universidades, nos sinais? Outdoors espalhados pela cidade? Imprensa em cima?).

Pois é... A pouca divulgação contribuiu para a não presença maciça dos cidadãos teresinenses, e se fiquei aborrecida com a escolha do ambiente por achar que um evento dessa natureza deveria ser colocado em um local não só de fácil acesso(apesar de achar o centro um bom lugar, há aqueles que reclamam de sua lonjura, porém, entretanto, contudo, todavia para ir ao shopping, ao bar, numa festa de forró ou suwingueira ninguém reclama, né? Se desloca facim, facim...) um local onde sobrassem cadeiras não por falta de espectadores, mas sim por excesso de vagas.

Bem, o que dizer? O tamanho do lugar reflete o interesse das pessoas.

Pensar nas mais variadas realidades onde o ser humano é posto a prova diante de tantas violências causa náusea e desespero em quem só ouve falar dessas atrocidades e gostaria de ajudar e não pode ou não sabe como fazê-lo, então nessa mostra somos convidados a celebrar e, sobretudo, a refletir sobre o modo como cada um de nós pode contribuir para a construção de um mundo melhor.

Falar em Direitos Humanos é complicado visto que a batalha que se enfrenta em sua defesa não derrama apenas suor, também muito sangue. Apesar da persistência de vários problemas e por mais que pareçam poucas suas conquistas - levando em consideração que o debate em DH já dura quase seis décadas - são avanços inegáveis que devem ser pauta não só em eventos como a Mostra, congressos ou em momentos críticos.

Na verdade existe uma necessidade real, vital em lidar com eles constantemente, manter vigilância sempre, afinal a todo o momento somos mutilados por pessoas que se sentem no direito de sentirem superiores, irresponsáveis e imunes, preferindo se posicionarem cegas, distantes e isentas da culpa e das dificuldades enfrentadas pelo mundo o qual também fazem parte.

Por essas e outras a ética é assassinada todo dia no senado ou bem aí na sua esquina, a justiça considerada cega, gagá e tetraplégica (isso quando não é dada como morta...), a igualdade artigo de luxo e a paz , aaah eu adoro a paz! Com essa a gente faz o que quer! Quer ver?

- Paz, fala! Cala! Senta! Isso garota! Agora deita! Finge que morreu! Eu disse finge!... Ô Paz... Paz? ...

Brincadeiras(ou não) a parte, pensar num mundo melhor para as novas gerações, pensar que haverá um mundo para as novas gerações, começa a ser uma imagem distorcida e borrada de um futuro cada vez mais distante e utópico.

Talvez pensar Direitos Humanos seja uma utopia, que igualdade, respeito e paz nunca cheguem a ser realizados em sua plenitude, não importa, talvez seja essa a função dos tipos ideais, nos mantém caminhando, porque parar é que não convém.

Até à próxima e rumo a 5ª Mostra Cinema Direitos Humanos na América do Sul!

Para mais informações:

VENDE-SE, MOTIVO; FALÊNCIA, no Teatro João Paulo II



Hoje dia 22 de outubro às 19:00h, será realizada em Teresina no teatro João Paulo II, - com entrada franca-, mais uma etapa do projeto Sesc Amazônia das Artes, com a realização do espetáculo VENDE-SE, MOTIVO; FALÊNCIA, que será encenado pela Cia Fiasco de Teatro, sediada na cidade de Porto Velho – RO

O projeto SESC Amazônia das Artes visa viabilizar a circulação e o intercâmbio de produtos artísticos entre os estados pertencentes à Amazônia Legal, através da democratização do acesso aos bens culturais na forma de espetáculos, shows e exposições de obras de arte, intensificando ações para pensamentos e discussões a respeito da identidade cultural da região. Embora não faça parte da região compreendida como Amazônia Legal, o estado do Piauí foi convidado a participar do projeto e além de receber bens culturais dos estados participantes, também está possibilitando a participação de manifestações culturais de nossa região.

VENDE-SE! MOTIVO FALÊNCIA (RO)

Um casal. Uma relação comum como todas as outras. Um fim. Um relacionamento morto de um casal que precisa romper com sua única ligação. Objetos, casa, lembranças felizes e infelizes, assim, é a relação dos dois personagens, desfigurados pelo passado, esperançosos pelo presente e abalados pelo futuro e, necessitando encontrar uma forma de desatar essa relação magoada pela incompreensão. Como humanos descaracterizados, sem rosto, afim de um único elemento que possa uni-los, podem realizar um novo recomeço? É atrás dessa resposta, talvez, comum aos olhos de quem apreciar que os humanos – personagens sem semblantes, vão tentar responder. Vende-se. Motivo: Falência é um solavanco nas fissuras escondidas nos relacionamentos urbanos.

CIA. DE TEATRO FIASCO

Cia de Teatro Fiasco - criada em 2001, preocupa-se com a formação de platéia, o acesso ao teatro e a pesquisa das diversas linguagens teatrais, priorizamos a montagem de espetáculos com textos próprios, contudo sem esquecer os textos consagrados e de outros autores regionais.
O FIASCO surgiu do interesse de um grupo de amigos na produção teatral a partir de uma Oficina Montagem que resultou no espetáculo: "O Rapto das Cebolinhas" de Maria Clara Machado - 2001 daí em diante fomos agregando pessoas e, além disso, a CIA. Desenvolveu vários projetos , ou seja, ampliou seu leque além das fronteiras da caixa cênica, alimentou o imaginário das crianças em comunidades, produziu e realizou projetos em emissoras de televisão e organizaram uma extensão do grupo em outra cidade, denominado – CIA. DE TEATRO FIASCO – ARIQUEMES, constituído por professores, jovens e adulto iniciantes ou não no fazer teatral a formar um grupo.


Coordenaçãode Cultura SESC-Centro