"Mediocridades de toda parte: eu vos absolvo!"

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Na medida do impossível, distraídos venceremos!

Será?
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Olhar para os lados e manter a lucidez das idéias também não faz mal.
Afinal, os nossos atos, por mais distraídos que sejam, possuem consequências complexas inimagináveis. Por isso é preciso ficar atento, porque é incrível. É incrível o movimento do mundo.

Imperdível!


A edição de novembro do Projeto #1MinutoParaDança trilha ruas de Teresina para reencontrar um teresinense perdido na memória da cidade: Torquato Neto. Cruzando histórias, refazendo percursos, demarcando trajetórias.
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A edição de novembro do Projeto #1MinutoParaDança trilha ruas de Teresina para reencontrar um teresinense perdido na memória da cidade: Torquato Neto. Cruzando histórias, refazendo percursos, demarcando trajetórias.
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A cidade reencontra a figura de Torquato Neto pelos movimentos da dança contemporânea produzida pela Cia. Luzia Amélia, que, reinventando artes e artimanhas, percorrerá as ruas, de mãos dadas com o mito.
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O imaginário simbólico-criativo e as principais referências identitárias de Torquato Neto estão e sempre estiveram aqui em Teresina.
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Suas lembranças passeiam, como ele mesmo adorava fazer, pelas calçadas, ruas, praças e coroas do rios. Torquato pertence à Teresina e esta, a ele pertence. Reforçar esses vínculos entre a cidade e seu irrequieto artista pode se tornar, para a dança contemporânea, uma proposta desafiadora. Como deslocar para o mundo da dança o universo de Torquato?
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O artista que sempre transitou por vertentes outras da arte é investigado agora pela Cia. Luzia Amélia.
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A IntervençãoA Cia. Luzia Amélia percorrerá as principais ruas do antigo bairro Barrocão, que compreende a Av. José dos Santos e Silva e adjacências, numa performance que demarcará o território de Torquato, cruzando ruas, histórias e pessoas que testemunharam a militância cultural do artista. Buscando na vizinhança, onde viveu boa parte de sua infância e adolescência, referências, símbolos e imagens que povoam a obra do poeta.
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Dia 25 (quarta) – 9 horasPonto de referência: Esquina das Ruas Sete de Setembro com Av. José dos Santos e SilvaInformações: 3221.1977
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A Mesa RedondaEstarão reunidos amigos teresinenses, companheiros e pesquisadores da obra do poeta, afim de que se desenhe um mosaico de memórias da vida do artista. Presenças confirmadas de:
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*Claudete Dias, historiadora fez com Torquato o filme Adão e Eva no Paraíso do Consumo;· *George Mendes, publicitário, reuniu em um site boa parte da vida/obra do poeta;
*Lena Rios, cantora e musa de Torquato;· Kenard Kruel, biógrafo de Torquato.
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Dia 27 (sexta) – 16 horasAuditório do SESC Centro, Av. Maranhão 101Informações: 3230.9910

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

A UFPI pede socorro! - Por Valéria Silva*

(VS, 03/11/2009, às 09:42:00)

Caro/a leitor/a, sem surpresa ou sobressalto tenho lido num jornal local os inflamados apelos públicos do vice-reitor da UFPI, sugerindo e nominando, por fim, quão golpista, autoritária, cega, surda, reacionária, agressora, desleal, teimosa, anti-democrata, anacrônica, caprichosa, ilegal ... ufa!... é a postura administrativa do reitor da UFPI. No colóquio de alta classe, o magnífico também não se apequena: contra-ataca, apontando, textual ou indiretamente, que o seu vice é interesseiro, contraditório, hostil, bélico, furioso, mesquinho, individualista, politiqueiro, contrário à UFPI e agressor da lei e da moral. Rememore comigo: trata-se de um diálogo público entre dois doutores da academia, ocupantes dos cargos administrativos máximos da UFPI. Convenhamos: como pessoas públicas, protagonizam um vexame; como administradores, se descredenciam aos olhos de todo/as; como educadores, oferecem um péssimo exemplo.
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Desse espetáculo deprimente, incrédulo/a leitor/a, creio só podermos chegar a duas óbvias conclusões: a primeira, os contendedores devem estar corretos na avaliação que fazem um sobre o outro. Tiveram tempo e oportunidade ideais para se conhecerem, pois nada mais recomendável que a intimidade do poder para facultar a exata aferição sobre a índole de cada um/a, como ensinou Maquiavel, indispensável nesses tempos. Segunda conclusão, mais do que nunca, a UFPI corre perigo. A institucionalidade encontra-se em desmanche, sendo moldada aos interesses particulares, hoje reinantes. Na UFPI vige a anomia, também visível no fato de suas lideranças acadêmicas máximas digladiarem-se com tamanho despudor, vituperando o impensável, apelando ao flagrante desrespeito a todo/as e a cada um/a, à sociedade piauiense. Projetemos - eu e você -: se se portam assim publicamente, como se conduzirão esses senhores no recôndito dos gabinetes, dos conselhos deliberativos e comissões diversas, as quais controlam com mão de ferro? Reflitamos: é possível confiar na sensata ação de líderes desse quilate? Certamente, não.
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Dileto/a leitor/a, é de domínio público que, além da guerrinha desmoralizante dos seus gestores, a UFPI enfrenta atualmente um sem-número de graves problemas: processos judiciais-administrativos contra a reitoria e seus assessores, turbulências na Copese, dificuldades com a agenda do REUNI, inoperância na EAD, quebra de regimentos internos, exorbitância no desempenho de cargos e funções etc. e isso que assistimos é a ‘arrojada’ iniciativa tomada pelos atuais gestores. É inacreditável. É lamentável. É inaceitável.
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Não obstante a gravidade dos fatos, sem perder a indignação, conservo-me serena. Apresso-me, entretanto, em dizer que a minha fleuma decorre da constatação de que nenhuma das ‘revelações’ do vice-reitor desnuda qualquer novidade. Eu e muitos outros desta comunidade universitária experimentamos na pele e cotidianamente os efeitos deletérios de uma gestão soberbamente qualificada pelos adjetivos apontados. Diria mais: profundamente movida por interesses particularistas e marcada pela perseguição sem trégua àqueles que dela discordam. O exemplo mais recente de tal proceder foi a concessão do título de Doutor Honoris Causa ao Sr. Hugo Napoleão e o conseqüente tratamento dispensado aos estudantes que denunciaram o nonsense. Não me sobressalto também porque, por outro lado, identifico, de longe, táticas e estratégias plenas de pragmatismo adotadas pelo vice quando objetiva encurtar o caminho que o separa de seus interesses de poder e vaidade. Portanto, leitor/a, egos e interesses em rota de colisão não levariam a nenhum outro lugar senão ao desfecho ocorrido, típico das venenosas intrigas palacianas na disputa por nacos do império. Era o plenamente esperado.
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De todo modo, os textos das autoridades acadêmicas serviram para algo: as práticas aludidas deixam ver traição e desmoralização de parte a parte. Decerto, permanece na sua memória que esse vice não é o primeiro abatido em plena decolagem. A pequena biografia política do reitor está prenhe de oportunidades em que humilhou aliados de sangue, que a ele renderam o seu apoio, seus votos – em alguns casos, suas dignidades - e, depois, foram esmagados. Quanto ao atual vice, na última eleição para reitor - perseguindo aquilo que intentava consubstanciar como carreira de líder na UFPI – tramou contra a resistência política, da qual alardeava fazer parte, historicamente comprometida com as lutas por uma universidade pública, democrática, transparente, ética e de qualidade. Durante a campanha deixou que os princípios da boa política descessem ao chão e fossem suplantados pelo desespero ímpar de servir a qualquer custo, para merecer um lugar no seleto clube do mandonismo, bem ao estilo apontado por Etienne de La Boétie. Distinguindo no horizonte apenas o lampejo do seu desejo mais particular, espantado/a leitor/a, o vice juntou-se ao que de pior existia em termos de política universitária, ensejando, inclusive, o revigorar, pelo efeito Fênix, de forças políticas atrasadas, então já descartadas do nosso convívio. Obediente aos seus senhores de então, rapidamente aprendeu a dizer inverdades sobre seus ex-companheiros e a sustentá-las em discursos públicos olhando firmemente nos olhos de seus pares. Detratou pessoas e coletivos que lhe haviam providenciado abrigo por décadas no contexto da luta por uma UFPI renovada. Mas, assentado em pés de barro, pouco andou e agora, defenestrado do bloco do mando, ridicularizado nos círculos do poder, foi rejeitado também por seus amigos-aliados de Centro (CCHL) da última campanha, ora fidelizados ao reitor e às regalias da situação. Hoje o vice lidera o séquito de um homem só.
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Já abusando da sua paciência, tolerante leitor/a, digo-lhe, finalmente, que o quadro geral nos impõe uma contingência inarredável: a UFPI pede socorro e a nós todo/as cabe responder a esse chamado urgente e dramático. A comunidade universitária, os vestibulandos, os estudantes secundaristas, as entidades de classe, o movimento social, a mídia, os governantes e a sociedade piauiense estão, mais do que nunca, instados a se preocupar seriamente com os destinos da UFPI, se não quisermos perdê-la irremediavelmente para os propósitos mesquinhos dos oportunistas de plantão, do passado e do presente, de todos os matizes e discursos. Afinal, nas razões pelas quais se movem e nas práticas que adotam, ameaçam igualmente a UFPI como patrimônio do povo brasileiro e piauiense. Do presente e do futuro.
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*Dra. em Sociologia Política. Professora da Graduação em Serviço Social; do Mestrado em Antropologia e do Mestrado em Políticas Públicas-UFPI.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

NOITES DE HISTÓRIA




quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Popsciência: John Lennon, o homem


Demorei um certo tempo para aceitar que os Beatles foram a maior força criadora da música pop. Não que eu não goste do quarteto de Liverpool - muito pelo contrário – mas muita gente boa não teve o devido reconhecimento, em particular os Kinks. Os singles lançados por estes últimos na década de 60 são pérolas do mesmo quilate de algumas canções da fábrica Lennon/McCartney. Em termos de álbuns, com certeza os Beatles são imbatíveis até hoje. E fariam, com certeza, durante todos esses anos, álbuns maravilhosos, se Mark Chapman não tivesse resolvido dar cabo da vida de Lennon. Talvez Chapman não tivesse gostado muito da idéia do fim dos Beatles, ou do discurso político de Lennon enquanto andava de Rolls-Royce, ou fosse mesmo só um louco. Mas tudo que disse foi para chegar ao ponto em que os Beatles terminaram.
Como todas as pessoas do planeta, sempre acreditei que John Lennon era a mente e a alma do grupo, ignorando por vezes as preciosas contribuições de Paul, George e Ringo. A mim bastava o mito que havia sido criado em torno do líder dos Beatles. Só que há uns dois meses atrás lia biografia definitiva de Lennon, escrita por Philip Norman. E aquela imagem intocável de deus que se criou de John começou a ser desfeita em mim após algumas reflexões sobre o livro. O valor da obra é inquestionável, mas Philip Norman me lembrou o Capachão da TV colosso, a cada capitulo puxando o saco do falecido beatle. Qualquer coisa que ele tenha feito, Norman tenta mostrar algum traço de genialidade. Não estou contestando a mente iluminada de Lennon, mas em alguns momentos rasgação de seda toma conta do livro. O autor parece achar normal a aversão que John tinha a aleijados, a arrogância com tratava os próximos, qualquer frase que ele dissesse. Na tentativa de traçar um retrato fiel do beatle, Norman conseguiu- não sei se era essa a intenção- desconstruir o mito e mostrar o homem, sendo este o grande mérito de seu trabalho.
A arrogância e a personalidade forte de John, pelo que se pode constatar se lido com critica, era na verdade só um disfarce para sua insegurança, assim como Nixon fez na sua entrevista com David Frost, retratada nas telas no filme Frost/Nixon. Uma pessoa cheia de traumas, que não teve convívio com seus genitores, criado por uma tia conservadora que o paparicava, que não tinha certeza se suas canções eram melhores que as de seu eterno parceiro, Paul, que se deixou dominar por uma mulher controladora, que não tinha pudores em humilhar publicamente pessoas que trabalhavam com ele. Mas que tinha realmente um enorme talento para lapidar pérolas pop. E com fama e fortuna. Certa vez, li numa revista bizz uma matéria sobre o los hermanos (de quem eu sou fã incondicional) que os “excêntricos é como chamamos os chatos bem sucedidos” e associei imediatamente esse raciocínio ao beatle. Fiquei um tanto decepcionado com o Lennon homem, por que quando ele precisou ser homem de verdade quem o fez por ele foi Yoko Ono. Essa baboseira de não usar palavras para se comunicar, de pedir palpites a uma artista que estava aquém da grandeza dos Beatles e a vontade de se deixar controlar e, principalmente, não reconhecer seus erros quando usar suas famosas frases de efeito culminou no fim da mais brilhante formação que o universo pó conheceu.
Observando com atenção, cheguei à conclusão de que John se reportava sempre á Yoko porque ela era sua esposa e, por mais que ela tentasse ser imparcial na critica da construção das canções do grupo, sua opinião sempre seria a favor do marido, e este por sua vez sempre acataria o que ela dissesse. Mesmo que isso resultasse numa das muitas brigas com os companheiros. Ringo e George se acostumaram a ficar a margem para evitar os conflitos, mas Paul, perfeccionista que é, não concordava, embora tenha algumas vezes aceito a situação para manter a unidade do grupo. Pelo menos isso Phillip Norman deixa claro: o baixista foi o pilar que sustentou a banda o máximo que pôde. Na minha modesta opinião, Paul sempre foi o líder, a força criadora que inspirava - e por vezes frustrava - seu parceiro John. Infelizmente a mídia encarregou-se de transformar Lennon no “líder”, justamente o mais fraco dos Beatles.
Pode ser que o fim não tenha sido o objetivo de Lennon, mas sua arrogância, insegurança e Yoko Ono tornaram insustentável para todos os outros. Os resultados de menosprezar seus companheiros e a própria obra da banda foram três: All the things must pass, de George; Sentimental Journey, de Ringo e, sobretudo, Band On the Run, de Paul. Se ao invés de pôr Yoko para berrar nas suas canções tivesse reconhecido valor de seus companheiros, aceitado as diferenças entre eles e juntado suas canções as deles, com certeza teríamos mais um disco não menos que genial. Infelizmente não foi assim. Eu não gostei de como as coisas acabaram. E parece que Mark Chapman também não.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Gênesis


O livro bíblico GÊNESIS explica o surgimento do Universo, da Humanidade, do Pecado, do Plano de Salvação Divino, e por ai vai. Mas isso concerteza, caro leitor, o Sr. já sabia. Pois bem venho aqui descrever, -ou pelo menos tentar, a minha experiência com o Gênesis de Bernard Beckett.
Para começar vou lhe dar um pouco do contexto da minha vida na época da chegada do livro em minhas mãos. Semana passada foi mais difícil do que as outras deste ano. Acontecimentos recentes tem me colocado um ou talvez milhares de questionamento sobre a minha vida, meu trabalho e principalmente a minha relação com as pessoas. Na quinta passada, um novo amigo me presenteou com o livro em questão. segundo ele em agradecimento pela atenção que demostrava sobre ele e seu trabalho, por ser da área de Teatro presumi que o livro tratasse desse assunto por alguns encanos de minha parte:
1º Numa primeira olhada superficial confundi (em minha cabeça confusa) Berthold Brecht com Bernard Beckett;
2º A estrutura da escrita lembra e muito um texto teatral, pois ao folhear lo descobri a presença de rubricas para indicar a qual personagem pertence a fala.
Descobri rapidamente que minha suposições encontravam-se erradas.
Logo na capa nos deparamos com o questinamento: "O que REALMENTE SIGNIFICA SER HUMANO?" Isso de cara mexeu com minha cabeça que já se encontrava mexida por demais. Na página de rosto o autor cita Douglas Hofstadter, the Mind's I; " Será a alma mais que a soma de suas partes?".
No livro conhecemos uma jovem de 14 anos, Anaximandra no que pra ela é o dia mais importante de sua vida. Ela se encontra em uma sala de pouca luminosidade sentada na frente de uma banca composta por três Examinadores que decidirão se Anax está hapta a ingressar na Acadêmia, a Elite inteçlectual de sua sociedada. Sociedade esta, fundada logo após o mundo que conhecemos ser devastado pelo poder da Ùtima Guerra.
Através do exame de admição de Anax descobrimos a história de Adam Ford,seu grande Héroi e responsável pela primeira grande mudança de sua sociedade utópica.
Beckett usa no seu livro várias sitações de fácil compreensão, como: Platão, Aristoteles, Adam, Eve entre outras; Que nos ajudam a fazer um pararelo com a história da humanidade e a responder o questionamento que nos é proposto na capa.
Gênesis é um livro bom, de leitura fluida e rápida mas que nos proporciona o pensar sobre a nossa natureza humana. Não tenho palavra para agradecer o presente e tenho certeza que o mesmo não poderia chegar em hora mais propícia. Muito obrigado mesmo Montoril. Vou indicar para o Clube do Livro.
Gênesis
Bernard Beckett
Trad. Braulio Tavares
Ed. Intrinseca
Rio de Janeiro,2009

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

1 MINUTO PARA DANÇA



Projeto 1 Minuto para Dança volta em nova fase.
O Projeto foi uma ação da Cia. Luzia Amélia realizada de 2005 a 2007 e ofereceu ao público teresinense um conjunto de intervenções em dança contemporânea que dialogaram com cidade e suas questões mais urgentes. Bailarinos e transeuntes, corpo e concreto, arte e protesto se confrontaram tendo o cotidiano da cidade como cenário.
O retorno do projeto inaugura uma parceria entre a Cia. Luzia Amélia e o SESC do Piauí. Na nova temporada, serão realizadas 3 edições da iniciativa, de outubro a dezembro, sempre na segunda quinzena de cada mês.
1 Minuto Para Dança oferece um caminho para se repensar questões históricas, sociais e políticas pelo viés da dança contemporânea, reelaborando formatos e conceitos usualmente empregados em apresentações artísticas. Por meio de intervenções cênicas, a Cia. Luzia Amélia pretende reapresentar à cidade temas que possam colaborar para um pensamento crítico acerca da contemporaneidade.
A cidade desconstrói-se por meio desse projeto. Nesta reedição, a dança contemporânea nos levará por entre os escombros da cidade que ainda resta, pelos espaços de memória coletiva que formam a identidade cultural de Teresina.
O Projeto, com esta intervenção, pretende trazer à tona mais perguntas do que repostas. Quem eram aqueles que foram enterrados neste cemitério? Porque ele desapareceu? Porque a cidade de Teresina insiste em enterrar sua história sob o cimento?
Ancorado na vontade de se desenvolver narrativas poéticas que gerem um ciclo de reflexão e debate, o projeto traz nesta temporada, momentos reservados ao debate por meio de palestras com convidados ligados aos temas abordados. Pesquisadores e estudiosos emprestarão um pouco de seus conhecimentos ao projeto, na tentativa de traçar um perfil identitário da cidade de Teresina.
O primeiro convidado dessa jornada de debates, é o Professor, escritor e pesquisador Paulo Machado. Apaixonado pelas questões históricas que envolvem a cidade de Teresina, Machado apresentará um painel histórico e social a respeito da significativa contribuição do negro à identidade de nossa cidade. A presença de militantes do movimento negro, outros pesquisadores e pessoas engajadas completaram a mesa de debates, a ser formada no final da palestra.

Então vamos lá. Anote na agenda,-de papel, do ipod, do celular, as datas da ação do mês de outubro.

Intervenção: dia 28 de outubro na Praça da liberdade as 9h
Mesa r
edonda: dia 30 de outubro no auditório do SESC-Centro.

Informações:
Sesc-Centro: 86 3230-9910
Aqui no Helvetica12.com
Cia Luzia Amélia: 86 3221-1977
cialuziaamelia.com

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Sobre a Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul



Garotinhas e garotinhos juvenis!

Hoje venho falar da tetéia, do pitel, do xuxu que foi a mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul, um evento itinerante que aconteceu nos dias 13, 14, 15, 16, 17, 18 e 19 aqui em Teresina. É a sua 4ª edição e já se considera de casa(é de casa e muito bem vinda!), com direito a coquetel de abertura e dias reservados em nosso calendário!

Um empreendimento e tanto com uma proposta belíssima o qual leva à 16 capitais brasileiras o olhar singular de cineastas sul-americanos sobre temas, valores e dilemas que dizem respeito à dignidade da pessoa humana.

Mas de cara ficamos(minhas irmãs e eu) indignadas com a escolha do lugar onde aconteceram as exibições: Sala Torquato Neto, no Clube dos Diários. Além de pequena, sua estrutura não é das melhores, fora que o evento foi pouco divulgado (alguém viu panfletos serem distribuídos em escolas, universidades, nos sinais? Outdoors espalhados pela cidade? Imprensa em cima?).

Pois é... A pouca divulgação contribuiu para a não presença maciça dos cidadãos teresinenses, e se fiquei aborrecida com a escolha do ambiente por achar que um evento dessa natureza deveria ser colocado em um local não só de fácil acesso(apesar de achar o centro um bom lugar, há aqueles que reclamam de sua lonjura, porém, entretanto, contudo, todavia para ir ao shopping, ao bar, numa festa de forró ou suwingueira ninguém reclama, né? Se desloca facim, facim...) um local onde sobrassem cadeiras não por falta de espectadores, mas sim por excesso de vagas.

Bem, o que dizer? O tamanho do lugar reflete o interesse das pessoas.

Pensar nas mais variadas realidades onde o ser humano é posto a prova diante de tantas violências causa náusea e desespero em quem só ouve falar dessas atrocidades e gostaria de ajudar e não pode ou não sabe como fazê-lo, então nessa mostra somos convidados a celebrar e, sobretudo, a refletir sobre o modo como cada um de nós pode contribuir para a construção de um mundo melhor.

Falar em Direitos Humanos é complicado visto que a batalha que se enfrenta em sua defesa não derrama apenas suor, também muito sangue. Apesar da persistência de vários problemas e por mais que pareçam poucas suas conquistas - levando em consideração que o debate em DH já dura quase seis décadas - são avanços inegáveis que devem ser pauta não só em eventos como a Mostra, congressos ou em momentos críticos.

Na verdade existe uma necessidade real, vital em lidar com eles constantemente, manter vigilância sempre, afinal a todo o momento somos mutilados por pessoas que se sentem no direito de sentirem superiores, irresponsáveis e imunes, preferindo se posicionarem cegas, distantes e isentas da culpa e das dificuldades enfrentadas pelo mundo o qual também fazem parte.

Por essas e outras a ética é assassinada todo dia no senado ou bem aí na sua esquina, a justiça considerada cega, gagá e tetraplégica (isso quando não é dada como morta...), a igualdade artigo de luxo e a paz , aaah eu adoro a paz! Com essa a gente faz o que quer! Quer ver?

- Paz, fala! Cala! Senta! Isso garota! Agora deita! Finge que morreu! Eu disse finge!... Ô Paz... Paz? ...

Brincadeiras(ou não) a parte, pensar num mundo melhor para as novas gerações, pensar que haverá um mundo para as novas gerações, começa a ser uma imagem distorcida e borrada de um futuro cada vez mais distante e utópico.

Talvez pensar Direitos Humanos seja uma utopia, que igualdade, respeito e paz nunca cheguem a ser realizados em sua plenitude, não importa, talvez seja essa a função dos tipos ideais, nos mantém caminhando, porque parar é que não convém.

Até à próxima e rumo a 5ª Mostra Cinema Direitos Humanos na América do Sul!

Para mais informações:

VENDE-SE, MOTIVO; FALÊNCIA, no Teatro João Paulo II



Hoje dia 22 de outubro às 19:00h, será realizada em Teresina no teatro João Paulo II, - com entrada franca-, mais uma etapa do projeto Sesc Amazônia das Artes, com a realização do espetáculo VENDE-SE, MOTIVO; FALÊNCIA, que será encenado pela Cia Fiasco de Teatro, sediada na cidade de Porto Velho – RO

O projeto SESC Amazônia das Artes visa viabilizar a circulação e o intercâmbio de produtos artísticos entre os estados pertencentes à Amazônia Legal, através da democratização do acesso aos bens culturais na forma de espetáculos, shows e exposições de obras de arte, intensificando ações para pensamentos e discussões a respeito da identidade cultural da região. Embora não faça parte da região compreendida como Amazônia Legal, o estado do Piauí foi convidado a participar do projeto e além de receber bens culturais dos estados participantes, também está possibilitando a participação de manifestações culturais de nossa região.

VENDE-SE! MOTIVO FALÊNCIA (RO)

Um casal. Uma relação comum como todas as outras. Um fim. Um relacionamento morto de um casal que precisa romper com sua única ligação. Objetos, casa, lembranças felizes e infelizes, assim, é a relação dos dois personagens, desfigurados pelo passado, esperançosos pelo presente e abalados pelo futuro e, necessitando encontrar uma forma de desatar essa relação magoada pela incompreensão. Como humanos descaracterizados, sem rosto, afim de um único elemento que possa uni-los, podem realizar um novo recomeço? É atrás dessa resposta, talvez, comum aos olhos de quem apreciar que os humanos – personagens sem semblantes, vão tentar responder. Vende-se. Motivo: Falência é um solavanco nas fissuras escondidas nos relacionamentos urbanos.

CIA. DE TEATRO FIASCO

Cia de Teatro Fiasco - criada em 2001, preocupa-se com a formação de platéia, o acesso ao teatro e a pesquisa das diversas linguagens teatrais, priorizamos a montagem de espetáculos com textos próprios, contudo sem esquecer os textos consagrados e de outros autores regionais.
O FIASCO surgiu do interesse de um grupo de amigos na produção teatral a partir de uma Oficina Montagem que resultou no espetáculo: "O Rapto das Cebolinhas" de Maria Clara Machado - 2001 daí em diante fomos agregando pessoas e, além disso, a CIA. Desenvolveu vários projetos , ou seja, ampliou seu leque além das fronteiras da caixa cênica, alimentou o imaginário das crianças em comunidades, produziu e realizou projetos em emissoras de televisão e organizaram uma extensão do grupo em outra cidade, denominado – CIA. DE TEATRO FIASCO – ARIQUEMES, constituído por professores, jovens e adulto iniciantes ou não no fazer teatral a formar um grupo.


Coordenaçãode Cultura SESC-Centro

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Sarau lítero-musical movimenta a Casa da Cultura


Segundo o poeta Mário Quintana, "só a poesia possui as coisas vivas". Assim sendo, acontece nesta quarta-feira, dia 30, o primeiro Sarau da Casa da Cultura, a partir das 19h30. A noite contará com poesia, música e gastronomia, além de homenagens aos poetas Murilo Mendes e Graça Vilhena. No cardápio music



al, estarão composições de Noel Rosa, Cartola e Nelson Cavaquinho, interpretados por Luiza Miranda, Josué Costa e músicos convidados. Para alimentar o corpo, o serviço de buffet ficará a cargo de Waldyr Borim.




"Nossa proposta é que os saraus aconteçam nas últimas quartas-feiras de cada mês", afirma a diretora da Casa da Cultura Jôsy Brito. A iniciativa, que terá sempre uma programação lítero-musical, é mais uma ação da Prefeitura de Teresina por meio da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves com o objetivo de estimular a população de Teresina a perceber a Casa da Cultura como um espaço de vivência cultural na cidade.

Um pouco sobre Noel
Noel de Medeiros Rosa (Rio de Janeiro, 11 de dezembro de 1910 — Rio de Janeiro, 4 de maio de 1937) foi um sambista, cantor, compositor, bandolinista, violonista brasileiro e um dos maiores e mais importantes artistas da música no Brasil. Teve contribuição fundamental na legitimação do samba de morro no "asfalto", ou seja, entre a classe média e o rádio, principal meio de comunicação em sua época - fato de grande importância, não só o samba, mas a história da música popular brasileira.





Então coloque na agenda. Amanhã na Casa da Cultura apartir das 19:30h.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Crítica: Arnaldo Antunes: Iê Iê Iê

Poucos compositores brasileiros têm tanta habilidade com letras quanto Arnaldo Antunes, e seu expertise nessa área é tão incrível que mesmo ele não sendo um grande cantor (apesar de sua abençoada “voz de petróleo”, como bem definiu meu amigo Thiago E, do Validuaté, a quem o trabalho de Arnaldo Antunes é uma influência inegável), suas música são uma experiência ímpar na “nossa música brasileira”!

Iê Iê Iê, seu novo disco, traz de volta um Arnaldo Antunes vigoroso, quase adolescente de tão energético. A produção de Fernando Catatau (Cidadão Instigado, que também lançou recentemente um novo álbum, Uhuu!) é uma presença notável. O disco traz um espírito guitarreiro e uma sonoridade setentista típica dos trabalhos de Catatau.

As novas música pouco exploram da “voz de petróleo” e vão muito mais nos agudos meio capengas de Arnaldo Antunes, mas isso nem de longe é demérito ao disco, pois casou-se tão bem com os arranjos e as letras são tão fortes, que isso passa tranquilo! Destaques para a música título do álbum, que brinca com a celebrização da mídia (ele já pode também!); A Casa é Sua, uma balada incrivelmente bonita (fiquei morrendo de vontade de pegar o violão e tentar aprender!); Envelhecer, que tem uma das letras mais bonitas que já ouvi (“Não quero quero morrer, pois quero ver como será que deve ser envelhecer[...]e quando eu esquecer meu nome que me chamem de velho gagá!”); e Sua Menina e Meu Coração, também baladas (claro, com muito mais subtância que a média!).

domingo, 13 de setembro de 2009

QUESTÃO DE FÉ




Até que tenho tentado
Mas não encontrei
Minha religião

Esses deuses
Querem os homens curvados
Sussurrando preces e orações

Demoro-me um tempão
Olhando as borboletas
Flexibilizando as asas

As borboletas e alguns bichos me dizem tudo
Alguns deuses não me dizem nada.



Rdonasilva é coordenador de Cultura da Unidade do SESC Centro, poeta nas horas vagas e uma
aquisição para a minha pasta de amigos nesse ano.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Popciência: A festa do ladrão de sonhos

Esta semana resolvi falar um pouco sobre Ivan Ângelo. Mineiro, jornalista, escritor, nascido em 1936, este senhor ainda espera ser descoberto pelas massas, e estas necessitam conhecê-lo urgentemente para se afastar um pouco do festival de mediocridades que tomou conta dos meios de comunicação, da música, e, por que não dizer, da educação brasileira. Quando falo da necessidade do povo entrar em contato com sua obra, não é apenas uma opinião pessoal. Por exemplo: digite no Google o nome do ator e você verá o quão respeitado é seu trabalho entre jornalistas, literatos e apreciadores da leitura em geral. Seu livro “A Festa”, de 1976, é exigido em muitos vestibulares Brasil afora.

Mas nada do que se diga dá idéia da riqueza do seu trabalho. O primeiro livro de Ivan que eu li foi “O ladrão de sonhos e outras histórias”, uma seleção de contos. Na verdade, eu cometi um crime: estava numa biblioteca da escola onde minha mão lecionava e me deparei com aquela capa. Eu estava começando a tomar gosto pela leitura de livros, impulsionado pelos quadrinhos e pelas revistas de música. Não resisti e escondi o livro embaixo da camisa e fui para casa. Na verdade, só o li quase um ano depois. E como me arrependo. A narrativa é direta, simples, mas sem ser popularesca, fútil. A construção dos personagens, a carga psicológica que envolve cada conto prende o leitor do início ao fim. São contos independentes, mas de certa forma interligados, como fossem acontecimentos simultâneos no dia-a-dia de pessoas totalmente diferentes. Quando assisti a “Crash – No Limite”, lembrei imediatamente deste livro. O garoto que entra na gaiola para compreender o significado da privação da liberdade, os ex-hippies que formavam um triângulo amoroso, o homem sem memória perdido nas rodoviárias, o ladrão de sonhos, o adolescente que pula o muro para se encontrar com a vizinha mais velha, todos são personagens que poderiam muito bem figuras no filme de vida real, entre nó, e, aliás, poderiam até ser um de nós; cada um deles pode ser visto como uma metáfora para o comportamento humano: o medo de ser apanhado, de perder a memória, de ser condenado pelo passado, o primeiro amor, a inteligência a serviço do mal, a dependência do emprego num escritório. Tudo é narrado com uma fluência quase musical, o que me faz sempre comparar as obras de Ivan com aquele disco que volta e meia você tem vontade de ouvir.

Mas a obra-prima do autor é, sem dúvida, “A Festa”. Ambientada no ano de 1970, a história tem como pano de fundo um embate entre a polícia da ditadura e grupo de retirantes nordestinos, onde direta ou indiretamente os personagens do livro se envolvem. A narrativa é reflexo da formação literária do autor, grande apreciador dos clássicos de Alexandre Dumas e Vitor Hugo. Os capítulos são direcionados aos personagens mais marcantes da historia; inicialmente pode parecer fragmentado demais, mas à medida que a os fatos se desenrolam, as vidas vão se entrelaçando de uma forma que não deixam você largar o livro. Além de ser uma leitura extremamente agradável, a reconstrução da época é perfeita, até por que foi um momento que o autor vivenciou. A descrição das ações do governo para conter os “subversivos” tornaram Ivan um possível alvo dos órgãos censores, pois a realidade é mostrada nua e crua, sem aquele espírito “90 milhões em ação”, “ordem e progresso”, “ame-o ou deixei-o” e “salve a seleção” que a ditadura fazia questão de passar e que muitos brasileiros aceitavam, ou por que eram obrigados, ou por que não queriam se intrometer. O advogado medíocre, o jornalista idealista, o ex-cangaceiro, a colunista mal-amada, o operário que tem a mão esmagada, o casal idoso que vive às voltas com a morte, são figuras ímpares, cada um com sua conduta e sua própria moral. Uma obra não menos que genial.

A geração de Ivan Ângelo nos deu outros grandes autores, como Inácio de Loyola Brandão, Nirlando Beirão, Zuenir Ventura, dentre outros. Por um motivo ou outro, por um livro ou outro, alguns destes ficaram mais “pop” do que Ivan. Mas mente iluminada deste escritor deu à nossa literatura alguns de seus melhores capítulos. Não querendo desmerecer os outros, mas fiquei um tanto decepcionado quando, há alguns anos atrás, no Circuito Cultural Banco do Brasil, aqui em Teresina, numa palestra sobre crônicas, da qual participava Ivan Ângelo, poucas pessoas o conheciam e o cumprimentavam por seu trabalho. Talvez porque a platéia estivesse repleta de estudantes de jornalismo e todos quisessem mostrar que haviam lido a história de Chico Mendes, de um dos autores citados, para demonstrar sua pseudo-intelectualidade, talvez por que não era um rosto conhecido. Eu falei com o cara e ele é legal. Meninos e meninas leiam “A Festa”, por favor! É para o bem de vocês...

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

MOMBOJÓ LANÇA MÚSICA INÉDITA EM JOGO VIRTUAL.


A banda pernambucana MOMBOJÓ (www.mombojo.com.br ), que ganhou destaque no ano de 2004 pelo lançamento simultâneo do seu primeiro álbum ( “NADADENOVO”) na internet, inova em 2009 e lança música inédita dentro de um jogo digital.

O projeto foi desenvolvido pelo Porto Digital Recife em parceria com as empresas C.E.S.A.R, Jynx, Manifesto e Meantime, todas localizadas na capital do estado de Pernambuco.

O jogo é parte integrante da OLIMPÍADA DE JOGOS DIGITAIS E EDUCAÇÃO (OJE, www.educacao.pe.gov.br/oje/), desenvolvido especialmente para a Secretaria de Educação de Pernambuco e os alunos das escolas públicas do Estado.

A MOMBOJÓ participou de uma “caça ao tesouro”, dentro da olimpíada, na qual os jogadores deveriam percorrer sites e serviços da internet para descobrir pistas sobre um instrumento musical supostamente desaparecido. Tratava-se de um ARG, jogo de realidade alternativa , que culminou com o download gratuito da música “Casa Caiada”, lançada primeiramente para os jogadores da OJE e agora para todos os fãs da banda que acessarem o link:

(http://www7.educacao.pe.gov.br/mombojo).

O terceiro álbum da MOMBOJÓ, “AMIGO DO TEMPO”, tem lançamento previsto para outubro de 2009 , com a canção “CASA CAIADA” e outras 10 músicas inéditas.


FONTE: Mombojo.com

sábado, 29 de agosto de 2009

Michael Jackson, feliz aniversário, já foi tarde!

Recentemente, quando o cantor/compositor/maluco/bode-expiatório/gênio/vítima, Michael Jackson, faleceu, fiz minhas reflexões, pensei, pensei e: nada mudou. Michael já havia dado à cultura pop toda a contribuição que poderia ter dado, e pensei: já foi tarde! Antes que comecem a me atirar pedras, eu não tenho absolutamente nada contra nenhuma das figuras de Jackson (de nenhum dos Jacksons aliás), muito pelo contrário, sou do partido dos que acham que o cara foi O Cara, um gênio, decisivo na composição da cultura pop como ela é hoje. À época pensei em escrever esse texto, mas fui deixando de lado, o trabalho me atrapalhou e não o fiz. Bem, o dia de hoje me trouxe uma nova oportunidade de trabalhar o tema.

Se vivo, o King of Pop completaria hoje 51 anos, vão voltar a falar das circunstâncias da morte (foi confirmado homicídio por drogas!), da confusão hereditária, da figura escalafobética em que ele se tornou com o passar dos anos, dos processos e criancinhas... enfim. Uma das últimas questões em pauta será a belíssima obra, o grande e verdadeiro legado pop-cultural que Joseph deixou! Claro, não estou dizendo que era um cara perfeito, longe disso. Certamente fez muita coisa reprovável pra hoje, mas há muito tempo atrás, não seria nada (e do jeito que vão as coisas, logo não será mais nada denovo!).

Durante todo o período de comoção ante a morte do “ídolo”, pouco se mencionou sobre o colosso de Michael na nossa cultura (em comparação aos podres, eu quero dizer), do artista mais vendido, dos shows faraônicos e moleques tentando imitar seu moonwalker, da música que nunca caiu no esquecimento, da (re)invenção do videoclip e da stage action. Assisti a tudo muito triste, imaginando como seria se as pessoas lembrassem apenas de como era bom ser fã do gigante, do imenso MICHAEL JACKSON.

Michael infelizmente, viveu muito mais do que precisava. Tornou-se um ícone, mas passou disso e entrou num declínio deprimente. Lançou um disco fraquíssimo (possívelmente o único disco absolutamente ruim de sua carreira) o Invincible. À sua genialidade, se sobrepuseram as extravagâncias, escândalos, rumores, acusações, defesas e lágrimas. Esse texto então, fica como meu protesto, de alguém que, sem pestanejar, se curva diante do colosso e paga-lhe seu devido tributo. Mestre Jackson, vá e fique, finalmente, em paz no “céu”, que é seu lugar. Obrigado por todo o encantamento que você nos proporcionou e descanse, você precisa.
 
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