terça-feira, 2 de março de 2010

Diverso/ 14 de Março/ Imagem & Música


Diversos, imagem & música que acontece dia 14 de março, domingo, leva a Galeria do Clube dos Diários e Sala Torquato Neto uma mostra da produção artística autoral teresinense. Expondo num mesmo espaço diferentes linguagens artísticas, mostrando a cidade e a pessoa pelo viés da arte.

O evento começa as 4 horas da tarde, com a abertura da Galeria onde acontecerá a exposição plástica e fotográfica dos fotógrafos Patrícia Basquiat, João Henrique, e do artista plástico Joniel Veras. Os trabalhos visuais mostram a cidade e o ser atual. O que se pode encontrar por aí, com um toque de sensibilidade, sempre retratando o atual. Os trabalhos do artista plástico Joniel Veras apresentam um traço sutil e particular. Joniel foi premiado no Salão de Artes Plástica de Teresina, 2009, na categoria novos autores.

A parte musical será apresentada na Sala Torquato Neto, com as bandas Trinco e Cine Rex Brasil. Bandas novas que compões a nova cena musical e representam uma nova geração músicos. A banda Trinco traz a frente Hugo dos Santos, talentoso compositor da nova geração. O repertório todo autoral faz um passeio do Pop ao Carimbó, Rock, e Baladas sutis e agradáveis que promete agradar um público variado. Recém formada, Cine Rex Brasil é a junção de músicos irmãos, que já passaram por outras bandas e agora mostram ao público seu mais novo trabalho.

Diveros, imagem & música é um ótimo programa de domingo com programação autoral e variada em horário acessível a todas as tribos. Um programa para toda a família. Uma mostra de um pouco do que representa a nova geração de artistas teresinense, na imagem e na música. As exposições serão abertas ao público na Galeria do Clube dos Diários a partir das 16 horas da tarde, sendo pago apenas o acesso a Sala Torquato Neto, onde se apresentam as bandas, a partir das 18 horas da noite. Entrada a 5 Reais.


Informações:

João Henrique Vieira/ produtor

9939 3665

8852 3165

Diversos/ imagem & música

Dia 14 de março (domingo) a partir da 16 horas

Com as bandas Trinco e Cine Rex Brasil

Exposição plástica e Fotográfica

Entrada 5 R$.


segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Programadora Brasil

O cinema brasileiro terá como novo palco, -c0mo já haviamos comentado, o auditório do SESC Centro. Sessões as 11:30h, reprise às 18:ooh Segue a programação para o mês de Janeiro e Fevereiro:


28/01 A hora da Estrela - Suzana Amaral, 1985, 96min . Ficção/suspense

Baseado no romance homônimo de Clarice Lispector, é primeiro longa-metragem de Suzana Amaral. Modelo fértil para a história da adaptação cinematográfica brasileira pela forma criativa com que trabalha o discurso literário e sua transposição para o cinema. Narra a tragédia social do retirante nordestino a partir do percurso de Macabéa, uma imigrante alagoana que abandona o Nordeste para viver na metrópole. Alcançou expressiva repercussão e conquistou alguns dos principais prêmios nos festivais de Brasília e Berlim.



29/01 Amarelo Manga - Cláudio Assis, 2002, 100 min. Ficção/drama.

Guiados pela paixão, os personagens de Amarelo Manga vão penetrando num universo feito de armadilhas e vinganças, de desejos irrealizáveis, da busca incessante da felicidade. O universo aqui é o da vida-satélite e dos tipos que giram em torno de órbitas próprias, colorindo a vida de um amarelo hepático e pulsante. Não o amarelo do ouro, do brilho e das riquezas, mas o amarelo do embaçamento do dia-a-dia e do envelhecimento das coisas postas. Um amarelo-manga, farto.


04/02 Samba Riachão - Jorge Alfredo, 2001, 86min. Documentário/suspense

Aos 80 anos de idade, Riachão é o cronista musical da cidade de Salvador, tendo vivenciado todas as transformações pelas quais passou a música popular brasileira e os meios de comunicação no decorrer do século XX. É através das histórias deste cronista que o filme apresenta um relato histórico da MPB.



05/02 Operação Mangueira - Chico Serra, 2005, 16min. Ficção/suspense.

Após invasão da Lapa por um bando de terroristas, boêmio incauto tem uma visão mediúnica de Kid Morengueira, recebendo o velho malandro a missão de acabar com a xavecagem no bairro boêmio. Super bang-bang inspirado nos sambas de breque de Moreira da Silva e Meguel Gustavo




Com que Roupa? - Ricardo van Steen, 1996, 18min. Ficção/suspense.

Um dia na vida de um compositor. Entre brigas de bar, más notícias sobre sua saúde e desencontros com a namorada, Noel Rosa compôs o samba "Com que Roupa ?"



11/02 Do Dia em que Macunaíma e Gilberto Freyre Visitaram o Terreiro da Tia Ciata Mudando o Rumo da nossa História - Sérgio Zeigler e Vitor Ângelo, 1998, 20min. Ficção/suspense.


Com Tia Ciata, Freyre, Macunaíma e samba no nascimento de uma nação


Polêmica - André Luiz Sampaio, 1996, 21min. Ficção/suspense.

Filme musical, chanchada mediúnica e documentário. Dupla de vagabundos recebe os santos Noel Rosa e Wilson Batista. Incorporados, e à solta no carnaval carioca, revivem a famosa e polêmica rivalidade dos anos 30, que inspirou sambas antológicos como Palpite Infeliz, Rapaz Folgado e Feitiço da Vila.



12/02 Fuloresta do Samba - Marcelo Pinheiro , 2005, 26min. Documentário.

O filme mostra a trajetória do músico pernambucano Siba Veloso que abandonou uma carreira já consolidada em São Paulo para ir morar na pequena Nazaré da Mata, zona da mata norte de Pernambuco, onde formou uma nova banda com músicos tradicionais da região que passaram a experimentar a sensação de serem artistas pop, lotando shows e excursionando pela Europa.

Programadora Brasil

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

coLABoratorio 2010 lança nova convocatória!










O projeto coLABoratorio lançou nesta segunda dia 18 a convocatória para o programa de residências artísticas em dança contemporânea. A edição de 2010 terá 7 meses de duração, com 5 residências de criação e encontros no Rio de Janeiro e em Teresina. O projeto também prevê a participação no Festival Panorama de Dança 2010.

Os artistas selecionados receberão bolsa-auxílio e terão a possibilidade de produzir obras em colaboração durante o período. As inscrições vão até o dia 12 de fevereiro, o processo seletivo será do dia 22 de fevereiro ao dia 04 de março. O resultado sai dia 05 de março.

As inscrições podem ser feitas pelo site do Festival Panorama, do Núcleo do Dirceu, ou do blog do coLABoratorio.


Clique no link e conheça o regulamento:

CoLAB_2010_Convocatoria.pdf

Clique no link e baixe o formulário de inscrição:

COLAB-formulario selecao.doc


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The project coLABoratório launches today the call to the program of artistic residencies in contemporary dance. The edition of 2010 will have 7 months of duration, with 5 creation residencies and meetings in Rio de Janeiro and in Teresina. The project also provides the participation in the Festival Panorama de Dança 2010.

The selected artists will receive a grant aid and will be able to produce works in collaboration during this period. The application deadline is the 12 of February, the selection process will be from 22 of February to 04 of March. The result comes out on 05 March.

Entries can be made through the website of the Festival Panorama, Núcleo do Dirceu, or coLABoratório's blog, where you can download the Regulation of the call, and the registration form.



For more informations www.panoramafestival.com

foto photo Valério Araújo
(Mostra do coLABoratorio :: Festival Panorama 2009)



fonte: www.nucleododirceu.com

Programadora Brasil chega a Teresina

A Programadora Brasil é um programa da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, desenvolvido por meio da Cinemateca Brasileira e do Centro Técnico do Audiovisual (CTAv). Seu objetivo é a disponibilização de filmes e vídeos para pontos de exibição audiovisual (escolas, universidades, cineclubes, centros culturais, pontos de cultura) de circuitos não-comerciais para promover o encontro do público com o cinema brasileiro. Uma ação para formar platéias, fomentar o pensamento crítico em torno da produção nacional, contribuindo com a formação intelectual, social e cultural dos brasileiros. E, em paralelo, para fortalecer iniciativas de difusão cultural similares e/ou complementares à Programadora Brasil.
Desde o seu lançamento em fevereiro de 2007, a Programadora já disponibilizou 494 filmes e vídeos de todos os cantos do país, organizados em 154 programas (DVDs), contendo encartes, valorizando a diversidade e as informações sobre o cinema brasileiro. Um catálogo que tem como destaque programas com conteúdo destinado a todas as faixas etárias e a qualquer perfil de público. São filmes históricos e contemporâneos, curtas, médias e longas-metragens, de todos os gêneros (Animação, Documentário, Experimental e Ficção), que apresentam histórias do imaginário brasileiro e dos seus autores e também histórias que mostram a nossa realidade em seus diversos aspectos.
O SESC Nacional se tornou parceiro ampliando a abrangência do projeto, possibilitando que os filmes cheguem aos quatro pontos do Brasil. Em Teresina o Sesc Centro, sob os cuidados da coordenação de Cultura, disponibilizará de forma qualitativa o acervo de filmes, dois a cada semana e com uma sessão especial por mês com convidados do meio cultural do estado com o intuito de enriquecer a discursão. Para Raimundo Nonato, coordenador do projeto na capital, “ A programadora Brasil tem com principal ação a difusão do cinema brasileiro que sofre com o preconceito, graças ao período da pornochancada e pela falta de uma preocupação com a formação de platéia”, Raimundo Nonato, ainda ressalta a falta de espaço para o cinema nacional nos cinemas de shopping, com exeção daqueles estrelados por atores globais. Pela Programação de Janeiro, podemos esperar grandes experiências cinematográficas durante o ano todo.

Dia 28 teremos A hora da Estrela , um filme de 1985 da diretora Suzana Amaral baseado no livro homônimo de Clarice Lispector. No dia 29 que marca presença é Amarelo Manga, de Cláudio Assis, aclamado pelo publico e contando com as interpretações primorosas de Matheus Nachtergaele , Jonas Bloch , Dira Paes , Chico Diaz , Leona Cavalli. Durante o ano poderemos esperar ainda os melhor longas, curtas e documentários de diretores novos e consagrados como Walter Salles. Carlos Reichenbach. Glauber Rocha entre outros. Por isso reserve lugar na sua agenda para essa viajem ao mundo do cinema nacional.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Posciência: 2010, Bem-vindo.

Chegou ao fim mais um ano e começou outro. Esse 2010 que me parecia tão distante há dez anos me chega sem muitas surpresas, pelo menos em termos musicais. A mídia continua incansável na sua busca pelo hype do momento, os jornalistas musicais ávidos cada um por descobrir “aquele artista”, que não seja só o do ano, mais que dure pelo menos mais três, para que suas apostas não sejam em vão. Foi mais um ano em vi, ouvi e li os especialistas em música pop mixarem termos do vocabulário pop e outros verbetes indecorosos para tentar classificar ou definir algum artista e/ou gênero. Synth-pop-core pop-metal-grunge, soft-samba-funk, psycho-reggae-punk, electro-bossa-noise são algumas alcunhas com as quais me deparei por aí, entre os blogs, colunas de revistas musicais e programas de televisão, sempre ladeados a adjetivos como “fofo”, “doce”, “aveludado”, “eletrificado” (este foi vulgarizado de todas as formas possíveis pelo baixo escalão da música brasileira) “açucarado”, “nervoso”, dentre outros. Algumas palavras dessas podem até nos ajudar a compreender melhor um conceito musical, afinal a Teoria dos Afetos foi que classificou algumas melodias como “festivas”, “alegres” e “tristes”, mas usadas repetidamente tornam-se um saco.
Algumas coisas que vinham acontecendo continuaram acontecendo, como MGMT, Mika, Beyoncè, Kate Perry (essa até que é legalzinha...) mas meu destaque é mesmo pra Lady Gaga. Fico impressionado como jornalistas experientes se referem à Gaga como a “nova Madonna”. Vá lá que a loira não esteja lançando discos tão bons ultimamente, mas uma carreira não se constrói com alguns disquinhos e uns clipes na MTV. É preciso ter um mínimo de conteúdo e, me desculpem os fãs da loura do século XXI, nisso ela está muito aquém mãe da Lourdes Maria. Espero que ela consiga fazer alguma coisa como “Like a prayer” ou “La isla bonita”, porque só quem tem a ganhar são seus fãs e o mundo da música pop.
Com o lançamento da biografia de John Lennon e todas as matérias que ela rendeu e o relançamento do catálogo dos Beatles remasterizado, tive (mos) a confirmação de que não há como ninguém superá-los, não importa quantos hypes apareçam. A música pop é igual à economia do Brasil: quem a movimenta são os idosos. Graças a Deus ainda estão excursionando nomes como Paul McCartney, Bowie, AC/DC, Sonic Youth e Twisted Sister. Os tão criticados supergrupos formados por veteranos do pop, sejamos razoáveis, deixam pra trás 90% dos grupelhos que surgem por aí. Chickenfoot e Them Crooked Vultures são porrada da boa, feita por quem entende do riscado.
Como era de se esperar, o Skank fez mais uma turnê impecável, baseada no disco “Estandarte”, o Vanguart continua melhorando e surgiu, sim, uma banda nota dez: a Pública, que cunhou umas das melhores músicas do ano, “Casa Abandonada”. Qualidade pouca é bobagem.
Por falar em bobagem, o emo continua assombrando por aí. O “tecno-brega” do Djavú veio pra me mostrar que existe, sim, um grupo pior do que o Forró do Muído. O Zé Rodrix morreu, mas os pagodeiros mela-cueca estão aí. A Wanessa Ex-Camargo agora é uma artista madura. O Ratinho voltou com programa deprimente dele. O Ronaldo ainda é estigmatizado. Atividade paranormal é uma merda. A Sasha agora atua no cinema. O fim está próximo.
A literatura tem me atraído mais que a música. Filha, Mãe, Avó e Puta, da Gabriela Leite, Leite Derramado, do incomparável Chico Buarque, Forever Young, do Dylan (com o qual presenteei o filho da minha namorada) e a já citada biografia de Lennon foram as melhores coisas desse ano. E Avatar também. Enfim, acho que esse ano vai ter coisas boas. Se não tiver, a gente espera o próximo. Feliz 2010.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Sesc e Fundação Cultural Realizam OVER12 Cultural em Teresina nesse 11/12/09 (Sexta-Feira)

O Over12 Cultural é um projeto que assinala o encerramento do ano cultural do Sesc Centro em Teresina, serão doze horas de atividades que agregam várias linguagens e que estarão acontecendo dentro de um perímetro que compreende: Praça da Bandeira, Teatro de Arena, Shopping da Cidade, Sesc Centro e Casa da Cultura de Teresina. Mais do que um instrumento agregador de inúmeras manifestações culturais, o Over12 será também um marco celebrativo de uma parceria que se fortaleceu no ano de 2009, entre o Sesc e a Fundação Cultural Monsenhor Chaves, em uma prova inequívoca de que quando os agentes culturais se unem no propósito de realizarem ações de qualidade e afirmativas, todos lucram; as instituições porque cumprem o seu verdadeiro papel no cenário social e o povo porque tem livre acesso a bens culturais de qualidade.

No bojo da programação, destaque para a exposição Portinari – Trabalho e Jogo-, evento ligado ao projeto ARTE SESC, que vem circulando por varias várias cidades brasileiras. Composta por 41 (quarenta e uma) reproduções que contemplam técnicas como: tempera sobre tela, óleo sobre tela, lápis sobre papel, água forte, entre outras, a exposição ficará aberta à visitação pública até o dia 18/12/09, na galeria Lucilio Albuquerque, na Casa de Cultura de Teresina. Ainda no varandão da Casa de Cultura, em mais uma ação do Over12, o público Teresinense poderá conferir a exposição de Artistas Consagrados, que reúne nomes, como: Amaral, Gabriel Arcanjo, Dora Parentes e Genivaldo Costa.

Na praça da bandeira em “residência transitória”, o artista plástico Chico Fialho estará recebendo e provocando o público a interagir com suas intervenções, denominadas: “uma proposta para mudar a cidade de Teresina” e “Labirinto urbano”. Fialho Ficará na praça no horário de 9:00 às 18:00h. Também na praça da bandeira, só que no Teatro de Arena, várias manifestações artísticas estarão ocorrendo durante todo o dia, a exemplo do que acontecerá no Shopping da Cidade e Sesc Centro, onde será finalizado o Over12 Cultural, com apresentação da banda Martini Cadilac às 20:00hs. A coordenação do evento, a cargo de Raimundo Nonato (Sesc) e Jôsy Brito (Fundação Cultural Monsenhor Chaves), informa que o acesso do público aos eventos do Over12 é inteiramente gratuito.






Confira a programação:



9h

Abertura das Exposições Artistas consagrados e Portinari: Trabalho e jogo.

Casa da Cultura


10h

Molière. Cia Os Caras de Teatro

Shopping da Cidade

11h

A Verdadeira historia de Romeu e Julieta . Cia Sinos de Teatro

Shopping da Cidade

11:30h

Filme: A França

Mostra de Cinema Contemporâneo Francês

Auditório do Sesc-Centro

14h

Umas de Outras de João trancoso Cia Pé de Moleque

Teatro de Arena


14:50h

Leituras Dramáticas

Rasif- Mar que Arrebenta

Sesc- Centro


15:20h

Leituras Dramáticas

Rasif- Mar que Arrebenta

Praça da Bandeira


15:30h

Filme: Tudo Perdoado

Mostra de Cinema Contemporâneo Francês

Auditório do Sesc- Centro


16h

#1MinutoParaDança

Memórias do Cais

Cais do Paranaíba ao lado do Troca-Troca




16h

Capoeira Grupo Ginga Piauí

Teatro de Arena


17h

Teatro de bonecos Cia do Riso

Teatro de Arena


17h

Mesa Redonda #1MinutoParaDança

Casa da Cultura de Teresina



18h

Fantasia Nordestina. Balé da Cidade.

Teatro de Arena


20h

Martini Cadilac

Sesc Centro




9 às 18h

“Labirinto Urbano” Xico Fialho

Praça da Bandeira

9 às 18h

“Uma proposta para mudar a cidade de Teresina” Xico Fialho

Praça da Bandeira





Raimundo Nonato

Coordenador de Cultura do SESC-Centro

GUARDA-GRAVURAS


quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Lembranças do Cais

O título desse singelo texto é na verdade o pretexto da ultima intervenção do projeto 1 minuto para a dança no ano de 2009, -ação que retornou à cena cultural da cidade graças a parceria da companhia de dança Luzia Amélia (criadora do projeto) e o Serviço Social do Comércio – SESC. A primeira intervenção desse exercício, realizada no mês de outubro, focou o antigo cemitério dos negros, localizado nas imediações da igreja de São Benedito e posteriormente trouxe para o auditório do Sesc, a discussão sobre o tema, evento que reuniu historiadores, pesquisadores, estudantes e interessados no assunto. Em novembro, mas precisamente no dia 25, a companhia Luzia Amélia retornou às ruas da cidade para lembrar Torquato neto, refazendo parte de suas pegadas ali pelas imediações da rua do Barrocão, hoje avenida José dos Santos e Silva. Mais uma vez, como é característica marcante do projeto, a mesa redonda com amigos e pesquisadores da vida de Torquato Neto aconteceu às 16:00h do dia 27/11,também no auditório do Sesc Centro, registrando a presença de excelente público.

Lembranças do Cais, intervenção que acontecerá no dia 11/12 a partir das 16:00h no cais do rio Parnaíba, nas proximidades do troca-troca, contará para o público de Teresina um pouco de uma história quase esquecida e cujo rastro vai sendo apagado lentamente. Reviver um pouco desta história através da intervenção artística é uma oportunidade para compreendermos a importância que teve o rio Parnaíba como caminho de gente e riquezas e lembrar também personagens envolvidos nesse momento importante de nossa história, como os estivadores, que no labor diário transportavam essas riquezas, ora das embarcações para os armazéns, ora dos armazéns para as embarcações.

Raimundo Nonato

Coordenador de Cultura do SESC-Centro

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Na medida do impossível, distraídos venceremos!

Será?
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Olhar para os lados e manter a lucidez das idéias também não faz mal.
Afinal, os nossos atos, por mais distraídos que sejam, possuem consequências complexas inimagináveis. Por isso é preciso ficar atento, porque é incrível. É incrível o movimento do mundo.

Imperdível!


A edição de novembro do Projeto #1MinutoParaDança trilha ruas de Teresina para reencontrar um teresinense perdido na memória da cidade: Torquato Neto. Cruzando histórias, refazendo percursos, demarcando trajetórias.
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A edição de novembro do Projeto #1MinutoParaDança trilha ruas de Teresina para reencontrar um teresinense perdido na memória da cidade: Torquato Neto. Cruzando histórias, refazendo percursos, demarcando trajetórias.
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A cidade reencontra a figura de Torquato Neto pelos movimentos da dança contemporânea produzida pela Cia. Luzia Amélia, que, reinventando artes e artimanhas, percorrerá as ruas, de mãos dadas com o mito.
*
O imaginário simbólico-criativo e as principais referências identitárias de Torquato Neto estão e sempre estiveram aqui em Teresina.
*
Suas lembranças passeiam, como ele mesmo adorava fazer, pelas calçadas, ruas, praças e coroas do rios. Torquato pertence à Teresina e esta, a ele pertence. Reforçar esses vínculos entre a cidade e seu irrequieto artista pode se tornar, para a dança contemporânea, uma proposta desafiadora. Como deslocar para o mundo da dança o universo de Torquato?
*
O artista que sempre transitou por vertentes outras da arte é investigado agora pela Cia. Luzia Amélia.
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A IntervençãoA Cia. Luzia Amélia percorrerá as principais ruas do antigo bairro Barrocão, que compreende a Av. José dos Santos e Silva e adjacências, numa performance que demarcará o território de Torquato, cruzando ruas, histórias e pessoas que testemunharam a militância cultural do artista. Buscando na vizinhança, onde viveu boa parte de sua infância e adolescência, referências, símbolos e imagens que povoam a obra do poeta.
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Dia 25 (quarta) – 9 horasPonto de referência: Esquina das Ruas Sete de Setembro com Av. José dos Santos e SilvaInformações: 3221.1977
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A Mesa RedondaEstarão reunidos amigos teresinenses, companheiros e pesquisadores da obra do poeta, afim de que se desenhe um mosaico de memórias da vida do artista. Presenças confirmadas de:
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*Claudete Dias, historiadora fez com Torquato o filme Adão e Eva no Paraíso do Consumo;· *George Mendes, publicitário, reuniu em um site boa parte da vida/obra do poeta;
*Lena Rios, cantora e musa de Torquato;· Kenard Kruel, biógrafo de Torquato.
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Dia 27 (sexta) – 16 horasAuditório do SESC Centro, Av. Maranhão 101Informações: 3230.9910

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

A UFPI pede socorro! - Por Valéria Silva*

(VS, 03/11/2009, às 09:42:00)

Caro/a leitor/a, sem surpresa ou sobressalto tenho lido num jornal local os inflamados apelos públicos do vice-reitor da UFPI, sugerindo e nominando, por fim, quão golpista, autoritária, cega, surda, reacionária, agressora, desleal, teimosa, anti-democrata, anacrônica, caprichosa, ilegal ... ufa!... é a postura administrativa do reitor da UFPI. No colóquio de alta classe, o magnífico também não se apequena: contra-ataca, apontando, textual ou indiretamente, que o seu vice é interesseiro, contraditório, hostil, bélico, furioso, mesquinho, individualista, politiqueiro, contrário à UFPI e agressor da lei e da moral. Rememore comigo: trata-se de um diálogo público entre dois doutores da academia, ocupantes dos cargos administrativos máximos da UFPI. Convenhamos: como pessoas públicas, protagonizam um vexame; como administradores, se descredenciam aos olhos de todo/as; como educadores, oferecem um péssimo exemplo.
*
Desse espetáculo deprimente, incrédulo/a leitor/a, creio só podermos chegar a duas óbvias conclusões: a primeira, os contendedores devem estar corretos na avaliação que fazem um sobre o outro. Tiveram tempo e oportunidade ideais para se conhecerem, pois nada mais recomendável que a intimidade do poder para facultar a exata aferição sobre a índole de cada um/a, como ensinou Maquiavel, indispensável nesses tempos. Segunda conclusão, mais do que nunca, a UFPI corre perigo. A institucionalidade encontra-se em desmanche, sendo moldada aos interesses particulares, hoje reinantes. Na UFPI vige a anomia, também visível no fato de suas lideranças acadêmicas máximas digladiarem-se com tamanho despudor, vituperando o impensável, apelando ao flagrante desrespeito a todo/as e a cada um/a, à sociedade piauiense. Projetemos - eu e você -: se se portam assim publicamente, como se conduzirão esses senhores no recôndito dos gabinetes, dos conselhos deliberativos e comissões diversas, as quais controlam com mão de ferro? Reflitamos: é possível confiar na sensata ação de líderes desse quilate? Certamente, não.
*
Dileto/a leitor/a, é de domínio público que, além da guerrinha desmoralizante dos seus gestores, a UFPI enfrenta atualmente um sem-número de graves problemas: processos judiciais-administrativos contra a reitoria e seus assessores, turbulências na Copese, dificuldades com a agenda do REUNI, inoperância na EAD, quebra de regimentos internos, exorbitância no desempenho de cargos e funções etc. e isso que assistimos é a ‘arrojada’ iniciativa tomada pelos atuais gestores. É inacreditável. É lamentável. É inaceitável.
*
Não obstante a gravidade dos fatos, sem perder a indignação, conservo-me serena. Apresso-me, entretanto, em dizer que a minha fleuma decorre da constatação de que nenhuma das ‘revelações’ do vice-reitor desnuda qualquer novidade. Eu e muitos outros desta comunidade universitária experimentamos na pele e cotidianamente os efeitos deletérios de uma gestão soberbamente qualificada pelos adjetivos apontados. Diria mais: profundamente movida por interesses particularistas e marcada pela perseguição sem trégua àqueles que dela discordam. O exemplo mais recente de tal proceder foi a concessão do título de Doutor Honoris Causa ao Sr. Hugo Napoleão e o conseqüente tratamento dispensado aos estudantes que denunciaram o nonsense. Não me sobressalto também porque, por outro lado, identifico, de longe, táticas e estratégias plenas de pragmatismo adotadas pelo vice quando objetiva encurtar o caminho que o separa de seus interesses de poder e vaidade. Portanto, leitor/a, egos e interesses em rota de colisão não levariam a nenhum outro lugar senão ao desfecho ocorrido, típico das venenosas intrigas palacianas na disputa por nacos do império. Era o plenamente esperado.
*
De todo modo, os textos das autoridades acadêmicas serviram para algo: as práticas aludidas deixam ver traição e desmoralização de parte a parte. Decerto, permanece na sua memória que esse vice não é o primeiro abatido em plena decolagem. A pequena biografia política do reitor está prenhe de oportunidades em que humilhou aliados de sangue, que a ele renderam o seu apoio, seus votos – em alguns casos, suas dignidades - e, depois, foram esmagados. Quanto ao atual vice, na última eleição para reitor - perseguindo aquilo que intentava consubstanciar como carreira de líder na UFPI – tramou contra a resistência política, da qual alardeava fazer parte, historicamente comprometida com as lutas por uma universidade pública, democrática, transparente, ética e de qualidade. Durante a campanha deixou que os princípios da boa política descessem ao chão e fossem suplantados pelo desespero ímpar de servir a qualquer custo, para merecer um lugar no seleto clube do mandonismo, bem ao estilo apontado por Etienne de La Boétie. Distinguindo no horizonte apenas o lampejo do seu desejo mais particular, espantado/a leitor/a, o vice juntou-se ao que de pior existia em termos de política universitária, ensejando, inclusive, o revigorar, pelo efeito Fênix, de forças políticas atrasadas, então já descartadas do nosso convívio. Obediente aos seus senhores de então, rapidamente aprendeu a dizer inverdades sobre seus ex-companheiros e a sustentá-las em discursos públicos olhando firmemente nos olhos de seus pares. Detratou pessoas e coletivos que lhe haviam providenciado abrigo por décadas no contexto da luta por uma UFPI renovada. Mas, assentado em pés de barro, pouco andou e agora, defenestrado do bloco do mando, ridicularizado nos círculos do poder, foi rejeitado também por seus amigos-aliados de Centro (CCHL) da última campanha, ora fidelizados ao reitor e às regalias da situação. Hoje o vice lidera o séquito de um homem só.
*
Já abusando da sua paciência, tolerante leitor/a, digo-lhe, finalmente, que o quadro geral nos impõe uma contingência inarredável: a UFPI pede socorro e a nós todo/as cabe responder a esse chamado urgente e dramático. A comunidade universitária, os vestibulandos, os estudantes secundaristas, as entidades de classe, o movimento social, a mídia, os governantes e a sociedade piauiense estão, mais do que nunca, instados a se preocupar seriamente com os destinos da UFPI, se não quisermos perdê-la irremediavelmente para os propósitos mesquinhos dos oportunistas de plantão, do passado e do presente, de todos os matizes e discursos. Afinal, nas razões pelas quais se movem e nas práticas que adotam, ameaçam igualmente a UFPI como patrimônio do povo brasileiro e piauiense. Do presente e do futuro.
*
*Dra. em Sociologia Política. Professora da Graduação em Serviço Social; do Mestrado em Antropologia e do Mestrado em Políticas Públicas-UFPI.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

NOITES DE HISTÓRIA




quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Popsciência: John Lennon, o homem


Demorei um certo tempo para aceitar que os Beatles foram a maior força criadora da música pop. Não que eu não goste do quarteto de Liverpool - muito pelo contrário – mas muita gente boa não teve o devido reconhecimento, em particular os Kinks. Os singles lançados por estes últimos na década de 60 são pérolas do mesmo quilate de algumas canções da fábrica Lennon/McCartney. Em termos de álbuns, com certeza os Beatles são imbatíveis até hoje. E fariam, com certeza, durante todos esses anos, álbuns maravilhosos, se Mark Chapman não tivesse resolvido dar cabo da vida de Lennon. Talvez Chapman não tivesse gostado muito da idéia do fim dos Beatles, ou do discurso político de Lennon enquanto andava de Rolls-Royce, ou fosse mesmo só um louco. Mas tudo que disse foi para chegar ao ponto em que os Beatles terminaram.
Como todas as pessoas do planeta, sempre acreditei que John Lennon era a mente e a alma do grupo, ignorando por vezes as preciosas contribuições de Paul, George e Ringo. A mim bastava o mito que havia sido criado em torno do líder dos Beatles. Só que há uns dois meses atrás lia biografia definitiva de Lennon, escrita por Philip Norman. E aquela imagem intocável de deus que se criou de John começou a ser desfeita em mim após algumas reflexões sobre o livro. O valor da obra é inquestionável, mas Philip Norman me lembrou o Capachão da TV colosso, a cada capitulo puxando o saco do falecido beatle. Qualquer coisa que ele tenha feito, Norman tenta mostrar algum traço de genialidade. Não estou contestando a mente iluminada de Lennon, mas em alguns momentos rasgação de seda toma conta do livro. O autor parece achar normal a aversão que John tinha a aleijados, a arrogância com tratava os próximos, qualquer frase que ele dissesse. Na tentativa de traçar um retrato fiel do beatle, Norman conseguiu- não sei se era essa a intenção- desconstruir o mito e mostrar o homem, sendo este o grande mérito de seu trabalho.
A arrogância e a personalidade forte de John, pelo que se pode constatar se lido com critica, era na verdade só um disfarce para sua insegurança, assim como Nixon fez na sua entrevista com David Frost, retratada nas telas no filme Frost/Nixon. Uma pessoa cheia de traumas, que não teve convívio com seus genitores, criado por uma tia conservadora que o paparicava, que não tinha certeza se suas canções eram melhores que as de seu eterno parceiro, Paul, que se deixou dominar por uma mulher controladora, que não tinha pudores em humilhar publicamente pessoas que trabalhavam com ele. Mas que tinha realmente um enorme talento para lapidar pérolas pop. E com fama e fortuna. Certa vez, li numa revista bizz uma matéria sobre o los hermanos (de quem eu sou fã incondicional) que os “excêntricos é como chamamos os chatos bem sucedidos” e associei imediatamente esse raciocínio ao beatle. Fiquei um tanto decepcionado com o Lennon homem, por que quando ele precisou ser homem de verdade quem o fez por ele foi Yoko Ono. Essa baboseira de não usar palavras para se comunicar, de pedir palpites a uma artista que estava aquém da grandeza dos Beatles e a vontade de se deixar controlar e, principalmente, não reconhecer seus erros quando usar suas famosas frases de efeito culminou no fim da mais brilhante formação que o universo pó conheceu.
Observando com atenção, cheguei à conclusão de que John se reportava sempre á Yoko porque ela era sua esposa e, por mais que ela tentasse ser imparcial na critica da construção das canções do grupo, sua opinião sempre seria a favor do marido, e este por sua vez sempre acataria o que ela dissesse. Mesmo que isso resultasse numa das muitas brigas com os companheiros. Ringo e George se acostumaram a ficar a margem para evitar os conflitos, mas Paul, perfeccionista que é, não concordava, embora tenha algumas vezes aceito a situação para manter a unidade do grupo. Pelo menos isso Phillip Norman deixa claro: o baixista foi o pilar que sustentou a banda o máximo que pôde. Na minha modesta opinião, Paul sempre foi o líder, a força criadora que inspirava - e por vezes frustrava - seu parceiro John. Infelizmente a mídia encarregou-se de transformar Lennon no “líder”, justamente o mais fraco dos Beatles.
Pode ser que o fim não tenha sido o objetivo de Lennon, mas sua arrogância, insegurança e Yoko Ono tornaram insustentável para todos os outros. Os resultados de menosprezar seus companheiros e a própria obra da banda foram três: All the things must pass, de George; Sentimental Journey, de Ringo e, sobretudo, Band On the Run, de Paul. Se ao invés de pôr Yoko para berrar nas suas canções tivesse reconhecido valor de seus companheiros, aceitado as diferenças entre eles e juntado suas canções as deles, com certeza teríamos mais um disco não menos que genial. Infelizmente não foi assim. Eu não gostei de como as coisas acabaram. E parece que Mark Chapman também não.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Gênesis


O livro bíblico GÊNESIS explica o surgimento do Universo, da Humanidade, do Pecado, do Plano de Salvação Divino, e por ai vai. Mas isso concerteza, caro leitor, o Sr. já sabia. Pois bem venho aqui descrever, -ou pelo menos tentar, a minha experiência com o Gênesis de Bernard Beckett.
Para começar vou lhe dar um pouco do contexto da minha vida na época da chegada do livro em minhas mãos. Semana passada foi mais difícil do que as outras deste ano. Acontecimentos recentes tem me colocado um ou talvez milhares de questionamento sobre a minha vida, meu trabalho e principalmente a minha relação com as pessoas. Na quinta passada, um novo amigo me presenteou com o livro em questão. segundo ele em agradecimento pela atenção que demostrava sobre ele e seu trabalho, por ser da área de Teatro presumi que o livro tratasse desse assunto por alguns encanos de minha parte:
1º Numa primeira olhada superficial confundi (em minha cabeça confusa) Berthold Brecht com Bernard Beckett;
2º A estrutura da escrita lembra e muito um texto teatral, pois ao folhear lo descobri a presença de rubricas para indicar a qual personagem pertence a fala.
Descobri rapidamente que minha suposições encontravam-se erradas.
Logo na capa nos deparamos com o questinamento: "O que REALMENTE SIGNIFICA SER HUMANO?" Isso de cara mexeu com minha cabeça que já se encontrava mexida por demais. Na página de rosto o autor cita Douglas Hofstadter, the Mind's I; " Será a alma mais que a soma de suas partes?".
No livro conhecemos uma jovem de 14 anos, Anaximandra no que pra ela é o dia mais importante de sua vida. Ela se encontra em uma sala de pouca luminosidade sentada na frente de uma banca composta por três Examinadores que decidirão se Anax está hapta a ingressar na Acadêmia, a Elite inteçlectual de sua sociedada. Sociedade esta, fundada logo após o mundo que conhecemos ser devastado pelo poder da Ùtima Guerra.
Através do exame de admição de Anax descobrimos a história de Adam Ford,seu grande Héroi e responsável pela primeira grande mudança de sua sociedade utópica.
Beckett usa no seu livro várias sitações de fácil compreensão, como: Platão, Aristoteles, Adam, Eve entre outras; Que nos ajudam a fazer um pararelo com a história da humanidade e a responder o questionamento que nos é proposto na capa.
Gênesis é um livro bom, de leitura fluida e rápida mas que nos proporciona o pensar sobre a nossa natureza humana. Não tenho palavra para agradecer o presente e tenho certeza que o mesmo não poderia chegar em hora mais propícia. Muito obrigado mesmo Montoril. Vou indicar para o Clube do Livro.
Gênesis
Bernard Beckett
Trad. Braulio Tavares
Ed. Intrinseca
Rio de Janeiro,2009