sábado, 13 de junho de 2009

A Mulher Invisível (Brasil - 2009)


Ontem fui ao cinema e assisti ao novo “grande sucesso” do cinema nacional: A Mulher Invisível, do diretor Cláudio Torres (Redentor - 2004) com as atuações de Selton Melo, Luana Piovani, Vladimir Brichta, Maria Manoella e Fernanda Torres.

Pedro (Selton Mello) é o marido mais apaixonado e dedicado do mundo, mas leva um pé de sua esposa (um personagem ponta vivido por Maria Luiza Mendonça, desculpem, não lembro o nome do personagem!), que o abandona grávida de gêmeos, filhos de um alemão. Pedro então, entra numa fossa e passa meses em casa, até o dia em que Amanda (Luana Piovani), sua nova vizinha, bate à sua porta pedindo uma xícara de açúcar e eles se apaixonam. Amanda é “absolutamente perfeita” além de linda tem os mesmos gostos que Pedro, é quase ninfomaníaca, não tem ciúmes... bla, bla, bla... Mas ela não existe. Na loucura de sua fossa Pedro criou Amanda (Mulher Invisível... entendeu?!?). Daí a trama discorre sobre sua verdadeira vizinha, Vitória (Maria Manoella), que é apaixonada por Pedro e mais bla, bla bla...

A idéia é boa, tem muito potencial, mas o filme esbarra num empecilho tremendo:


Pois é. A Mulher Invisível é Globo Filmes e, assim como todas as realizações dramaturgicas das Organizações Globo sofre do drama do potencial não atingido. Isso acontece com filmes, séries, novelas... Quando você ouve falar de toda a produção envolvida nas “coisas da Globo”, você sempre acha que “parece que vai ser bom”. Locações estrangeiras, panos de fundo históricos, obras literárias, grandes orçamentos... Tudo isso se perde na mão da Globo.

Outra coisa que certamente prejudica o filme é o fato de ele ser nacional. Não que eu tenha alguma coisa contra o cinema nacional, vez por outra saem grandes filmes. Eu mesmo tenho meu DVD do Cidade de Deus aqui (lugar comum, eu sei, mas o filme é bom mesmo)! Mas o cinema nacional, padece do mal de não correr riscos! Não se faz cinema como negócio no Brasil assim como acontece no resto do mundo. O filme nacional não tem investimento privado real e já sai pago pelo governo. Se UMA pessoa pagar pra ver, já deu lucro. Certamente, teríamos um salto qualitativo no cinema nacional se houvesse um risco de seus realizadores se ferrarem... é negócio, e às vezes acontece.

A respeito do elenco. Luana Piovani continua linda e ainda é uma atriz bem ruimzinha, nesse filme, como sempre, ela faz o único papel de sua carreira (a loira gostosona). Selton Mello é um ótimo ator de um só papel. Vladimir Brichta ainda é o bom humorista, Maria Manoella se sai MUITO bem no papel da vizinha sonhadora. E Fenanda Torres... ‘taquepariu, rouba não a cena, mas todo o filme, sempre que aparece.

Pondo na balança, os bons momentos de A Mulher Invisível compensam as falhas e o tornam um filme razoável. Você não vai sair do cinema praguejando, nem tampouco extasiado, mas é uma boa diversão, da qual você vai esquecer os detalhes em alguns dias. Vale a pipoca!




PS: Houve uma hora no filme que eu esperei o Selton Mello dizendo pra Maria Manoella: Você me conheceu numa época estranha da minha vida. E os Pixies tocando Where is my mind ao fundo... rsrs

PPS: Descobri, no meio da pesquisa de links, antes de postar, que o nome do personagem da Maria Luisa Mendonça é Marina!!!

1 comentários:

dadagaio disse...

rum1. não vá ao cinema, plis!

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