segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Programadora Brasil

O cinema brasileiro terá como novo palco, -c0mo já haviamos comentado, o auditório do SESC Centro. Sessões as 11:30h, reprise às 18:ooh Segue a programação para o mês de Janeiro e Fevereiro:


28/01 A hora da Estrela - Suzana Amaral, 1985, 96min . Ficção/suspense

Baseado no romance homônimo de Clarice Lispector, é primeiro longa-metragem de Suzana Amaral. Modelo fértil para a história da adaptação cinematográfica brasileira pela forma criativa com que trabalha o discurso literário e sua transposição para o cinema. Narra a tragédia social do retirante nordestino a partir do percurso de Macabéa, uma imigrante alagoana que abandona o Nordeste para viver na metrópole. Alcançou expressiva repercussão e conquistou alguns dos principais prêmios nos festivais de Brasília e Berlim.



29/01 Amarelo Manga - Cláudio Assis, 2002, 100 min. Ficção/drama.

Guiados pela paixão, os personagens de Amarelo Manga vão penetrando num universo feito de armadilhas e vinganças, de desejos irrealizáveis, da busca incessante da felicidade. O universo aqui é o da vida-satélite e dos tipos que giram em torno de órbitas próprias, colorindo a vida de um amarelo hepático e pulsante. Não o amarelo do ouro, do brilho e das riquezas, mas o amarelo do embaçamento do dia-a-dia e do envelhecimento das coisas postas. Um amarelo-manga, farto.


04/02 Samba Riachão - Jorge Alfredo, 2001, 86min. Documentário/suspense

Aos 80 anos de idade, Riachão é o cronista musical da cidade de Salvador, tendo vivenciado todas as transformações pelas quais passou a música popular brasileira e os meios de comunicação no decorrer do século XX. É através das histórias deste cronista que o filme apresenta um relato histórico da MPB.



05/02 Operação Mangueira - Chico Serra, 2005, 16min. Ficção/suspense.

Após invasão da Lapa por um bando de terroristas, boêmio incauto tem uma visão mediúnica de Kid Morengueira, recebendo o velho malandro a missão de acabar com a xavecagem no bairro boêmio. Super bang-bang inspirado nos sambas de breque de Moreira da Silva e Meguel Gustavo




Com que Roupa? - Ricardo van Steen, 1996, 18min. Ficção/suspense.

Um dia na vida de um compositor. Entre brigas de bar, más notícias sobre sua saúde e desencontros com a namorada, Noel Rosa compôs o samba "Com que Roupa ?"



11/02 Do Dia em que Macunaíma e Gilberto Freyre Visitaram o Terreiro da Tia Ciata Mudando o Rumo da nossa História - Sérgio Zeigler e Vitor Ângelo, 1998, 20min. Ficção/suspense.


Com Tia Ciata, Freyre, Macunaíma e samba no nascimento de uma nação


Polêmica - André Luiz Sampaio, 1996, 21min. Ficção/suspense.

Filme musical, chanchada mediúnica e documentário. Dupla de vagabundos recebe os santos Noel Rosa e Wilson Batista. Incorporados, e à solta no carnaval carioca, revivem a famosa e polêmica rivalidade dos anos 30, que inspirou sambas antológicos como Palpite Infeliz, Rapaz Folgado e Feitiço da Vila.



12/02 Fuloresta do Samba - Marcelo Pinheiro , 2005, 26min. Documentário.

O filme mostra a trajetória do músico pernambucano Siba Veloso que abandonou uma carreira já consolidada em São Paulo para ir morar na pequena Nazaré da Mata, zona da mata norte de Pernambuco, onde formou uma nova banda com músicos tradicionais da região que passaram a experimentar a sensação de serem artistas pop, lotando shows e excursionando pela Europa.

Programadora Brasil

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

coLABoratorio 2010 lança nova convocatória!










O projeto coLABoratorio lançou nesta segunda dia 18 a convocatória para o programa de residências artísticas em dança contemporânea. A edição de 2010 terá 7 meses de duração, com 5 residências de criação e encontros no Rio de Janeiro e em Teresina. O projeto também prevê a participação no Festival Panorama de Dança 2010.

Os artistas selecionados receberão bolsa-auxílio e terão a possibilidade de produzir obras em colaboração durante o período. As inscrições vão até o dia 12 de fevereiro, o processo seletivo será do dia 22 de fevereiro ao dia 04 de março. O resultado sai dia 05 de março.

As inscrições podem ser feitas pelo site do Festival Panorama, do Núcleo do Dirceu, ou do blog do coLABoratorio.


Clique no link e conheça o regulamento:

CoLAB_2010_Convocatoria.pdf

Clique no link e baixe o formulário de inscrição:

COLAB-formulario selecao.doc


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The project coLABoratório launches today the call to the program of artistic residencies in contemporary dance. The edition of 2010 will have 7 months of duration, with 5 creation residencies and meetings in Rio de Janeiro and in Teresina. The project also provides the participation in the Festival Panorama de Dança 2010.

The selected artists will receive a grant aid and will be able to produce works in collaboration during this period. The application deadline is the 12 of February, the selection process will be from 22 of February to 04 of March. The result comes out on 05 March.

Entries can be made through the website of the Festival Panorama, Núcleo do Dirceu, or coLABoratório's blog, where you can download the Regulation of the call, and the registration form.



For more informations www.panoramafestival.com

foto photo Valério Araújo
(Mostra do coLABoratorio :: Festival Panorama 2009)



fonte: www.nucleododirceu.com

Programadora Brasil chega a Teresina

A Programadora Brasil é um programa da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, desenvolvido por meio da Cinemateca Brasileira e do Centro Técnico do Audiovisual (CTAv). Seu objetivo é a disponibilização de filmes e vídeos para pontos de exibição audiovisual (escolas, universidades, cineclubes, centros culturais, pontos de cultura) de circuitos não-comerciais para promover o encontro do público com o cinema brasileiro. Uma ação para formar platéias, fomentar o pensamento crítico em torno da produção nacional, contribuindo com a formação intelectual, social e cultural dos brasileiros. E, em paralelo, para fortalecer iniciativas de difusão cultural similares e/ou complementares à Programadora Brasil.
Desde o seu lançamento em fevereiro de 2007, a Programadora já disponibilizou 494 filmes e vídeos de todos os cantos do país, organizados em 154 programas (DVDs), contendo encartes, valorizando a diversidade e as informações sobre o cinema brasileiro. Um catálogo que tem como destaque programas com conteúdo destinado a todas as faixas etárias e a qualquer perfil de público. São filmes históricos e contemporâneos, curtas, médias e longas-metragens, de todos os gêneros (Animação, Documentário, Experimental e Ficção), que apresentam histórias do imaginário brasileiro e dos seus autores e também histórias que mostram a nossa realidade em seus diversos aspectos.
O SESC Nacional se tornou parceiro ampliando a abrangência do projeto, possibilitando que os filmes cheguem aos quatro pontos do Brasil. Em Teresina o Sesc Centro, sob os cuidados da coordenação de Cultura, disponibilizará de forma qualitativa o acervo de filmes, dois a cada semana e com uma sessão especial por mês com convidados do meio cultural do estado com o intuito de enriquecer a discursão. Para Raimundo Nonato, coordenador do projeto na capital, “ A programadora Brasil tem com principal ação a difusão do cinema brasileiro que sofre com o preconceito, graças ao período da pornochancada e pela falta de uma preocupação com a formação de platéia”, Raimundo Nonato, ainda ressalta a falta de espaço para o cinema nacional nos cinemas de shopping, com exeção daqueles estrelados por atores globais. Pela Programação de Janeiro, podemos esperar grandes experiências cinematográficas durante o ano todo.

Dia 28 teremos A hora da Estrela , um filme de 1985 da diretora Suzana Amaral baseado no livro homônimo de Clarice Lispector. No dia 29 que marca presença é Amarelo Manga, de Cláudio Assis, aclamado pelo publico e contando com as interpretações primorosas de Matheus Nachtergaele , Jonas Bloch , Dira Paes , Chico Diaz , Leona Cavalli. Durante o ano poderemos esperar ainda os melhor longas, curtas e documentários de diretores novos e consagrados como Walter Salles. Carlos Reichenbach. Glauber Rocha entre outros. Por isso reserve lugar na sua agenda para essa viajem ao mundo do cinema nacional.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Posciência: 2010, Bem-vindo.

Chegou ao fim mais um ano e começou outro. Esse 2010 que me parecia tão distante há dez anos me chega sem muitas surpresas, pelo menos em termos musicais. A mídia continua incansável na sua busca pelo hype do momento, os jornalistas musicais ávidos cada um por descobrir “aquele artista”, que não seja só o do ano, mais que dure pelo menos mais três, para que suas apostas não sejam em vão. Foi mais um ano em vi, ouvi e li os especialistas em música pop mixarem termos do vocabulário pop e outros verbetes indecorosos para tentar classificar ou definir algum artista e/ou gênero. Synth-pop-core pop-metal-grunge, soft-samba-funk, psycho-reggae-punk, electro-bossa-noise são algumas alcunhas com as quais me deparei por aí, entre os blogs, colunas de revistas musicais e programas de televisão, sempre ladeados a adjetivos como “fofo”, “doce”, “aveludado”, “eletrificado” (este foi vulgarizado de todas as formas possíveis pelo baixo escalão da música brasileira) “açucarado”, “nervoso”, dentre outros. Algumas palavras dessas podem até nos ajudar a compreender melhor um conceito musical, afinal a Teoria dos Afetos foi que classificou algumas melodias como “festivas”, “alegres” e “tristes”, mas usadas repetidamente tornam-se um saco.
Algumas coisas que vinham acontecendo continuaram acontecendo, como MGMT, Mika, Beyoncè, Kate Perry (essa até que é legalzinha...) mas meu destaque é mesmo pra Lady Gaga. Fico impressionado como jornalistas experientes se referem à Gaga como a “nova Madonna”. Vá lá que a loira não esteja lançando discos tão bons ultimamente, mas uma carreira não se constrói com alguns disquinhos e uns clipes na MTV. É preciso ter um mínimo de conteúdo e, me desculpem os fãs da loura do século XXI, nisso ela está muito aquém mãe da Lourdes Maria. Espero que ela consiga fazer alguma coisa como “Like a prayer” ou “La isla bonita”, porque só quem tem a ganhar são seus fãs e o mundo da música pop.
Com o lançamento da biografia de John Lennon e todas as matérias que ela rendeu e o relançamento do catálogo dos Beatles remasterizado, tive (mos) a confirmação de que não há como ninguém superá-los, não importa quantos hypes apareçam. A música pop é igual à economia do Brasil: quem a movimenta são os idosos. Graças a Deus ainda estão excursionando nomes como Paul McCartney, Bowie, AC/DC, Sonic Youth e Twisted Sister. Os tão criticados supergrupos formados por veteranos do pop, sejamos razoáveis, deixam pra trás 90% dos grupelhos que surgem por aí. Chickenfoot e Them Crooked Vultures são porrada da boa, feita por quem entende do riscado.
Como era de se esperar, o Skank fez mais uma turnê impecável, baseada no disco “Estandarte”, o Vanguart continua melhorando e surgiu, sim, uma banda nota dez: a Pública, que cunhou umas das melhores músicas do ano, “Casa Abandonada”. Qualidade pouca é bobagem.
Por falar em bobagem, o emo continua assombrando por aí. O “tecno-brega” do Djavú veio pra me mostrar que existe, sim, um grupo pior do que o Forró do Muído. O Zé Rodrix morreu, mas os pagodeiros mela-cueca estão aí. A Wanessa Ex-Camargo agora é uma artista madura. O Ratinho voltou com programa deprimente dele. O Ronaldo ainda é estigmatizado. Atividade paranormal é uma merda. A Sasha agora atua no cinema. O fim está próximo.
A literatura tem me atraído mais que a música. Filha, Mãe, Avó e Puta, da Gabriela Leite, Leite Derramado, do incomparável Chico Buarque, Forever Young, do Dylan (com o qual presenteei o filho da minha namorada) e a já citada biografia de Lennon foram as melhores coisas desse ano. E Avatar também. Enfim, acho que esse ano vai ter coisas boas. Se não tiver, a gente espera o próximo. Feliz 2010.