domingo, 28 de junho de 2009

Exposição: Giro: vivências de espaços


Embarcaram no segundo semestre de 2008, rumo a Portugal, sete alunos da Universidade Federal do Piauí selecionados no programa de Bolsas Internacionais de Intercâmbio Estudantil promovido pelo Banco Santander em parceria com a Universidade Federal do Piauí. Com destino a Universidade do Porto - PT os alunos Valério Araújo, estudante de Arquitetura e Urbanismo, e Meire Fernandes, estudante de Artes Plásticas, foram dois dos alunos selecionados para participar do Intercâmbio Luso-brasileiro, 2ª edição. Retornando do intercâmbio após vivências e reflexões compartilhadas, os alunos trazem ao público uma exposição fotográfica como meio de socializar as experiências acadêmicas e culturais vivenciadas em Portugal em viagens realizadas a cidades européias na busca de novos conhecimentos.

Participar de um programa de intercâmbio é bem mais do que ir para outro país para estudar. Para Meire e Valério partir para o Intercâmbio Luso-brasileiro foi um exercício de estar disposto a se transformar, desafiar suas visões de mundo e buscar novas possibilidades, inclusive estéticas. Assim a autêntica finalidade é a de transformação e mudança.

A exposição apresenta um olhar de curiosidade, pesquisa e vontade de dar um novo sentido ao modo de ver e agenciar o espaço praticado. As fotografias escolhidas para a exposição proposta estão relacionadas à arte e arquitetura de Portugal, país onde foi realizado o intercâmbio e mais quatro países visitados: França (Paris), Espanha (Madrid e Barcelona), Holanda (Amsterdam) e Inglaterra (Londres).

As fotografias de Valério Araújo apresentam temática focada nos espaços internos de obras de arquitetura internacional, principalmente as relações geométricas, luz, sombra e volume, discutindo como as pessoas se relacionam com os espaços arquitetônicos. As imagens de Meire Fernandes são inscrições e resquícios da arte urbana: grafites, stencil, adesivos e pinturas; que revelavam em cada cidade cores e formas inesperadas. Características de uma arte efêmera, que instigou a necessidade de registro e apropriações por parte da estudante de Artes Plásticas. Em Giro, percorreremos dois mundos: um de fotografias de espaços internos, em preto e branco com linhas e curvas definidas. O outro, de espaços externos, em cores e formas fluidas.

Intitulada “Giro – vivências de espaço”, a exposição traz no nome um jogo lúdico, que conta também um pouco da cultura portuguesa, pois a palavra “Giro” é uma gíria utilizada em Portugal para retratar algo legal, bonito, interessante. Além de narrar, de forma não linear, um giro por cidades, culturas, espaço que configuram o olhar dos fotógrafos. A exposição “Giro - espaços de vivências” acontecerá nas dependências da Biblioteca Comunitária Jornalista Carlos Castelo Branco, no Campus Petrônio Portela, Universidade Federal do Piauí, Teresina. A partir do dia 29 de junho, com lançamento às 18 horas no Hall da Biblioteca Comunitária até às 22 horas do dia 14 de julho.

Fonte: divulgação do evento.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Salão de Fotografia de Teresina ’09

Com esse post eu estou basicamente me repetindo, eu sei. Entretanto, Danilo e eu estivemos na abertura do Salão de Fotografia, nessa segunda-feira (15/06/09) e o Helvetica12 tinha de se manifestar a respeito.

O trabalho geral apresentado é bom, entretanto, não é a esse respeito que gostaríamos de falar:


É esse tipo de apresentação que a FCMC prepara pra o Salão, que é, segundo eles mesmo um dos principais eventos da agenda cultural da cidade? Felizmente, acabei não me inscrevendo, pois se visse um trabalho meu ser exposto de maneira tão absurdamente descuidada eu não sei como poderia reagir. Fotos amassadas, mal afixadas, manchadas, postas em paspatures empenados, postas tortas nas paredes e até mesmo rasgadas! Danilo tirou essas fotos (que podem ser vistas em tamanho real) e as postamos no álbum Salão de Fotografia '09 no flickr.

A falta de cuidado e preparo é tão gritante que a fotografia que venceu na categoria Preto e Branco chegou a cair da parede... Estava lá o vencedor de cara no chão. Deprimente! Esta não é a primeira vez que faço objeções ao Salão, pelo andar da carruagem não deverá ser a última.

Teresina e suas autoridades e instituições precisam aprender que cultura e arte não são um trabalho burocrático, que pode ser feito de qualquer jeito ou por qualquer um. Também não é supérfluo como julgam nossos administradores, relegando-as sempre ao último posto de suas prioridades.

A arte exige tanto cuidado quanto a educação, até por que uma só é completa com a outra. Ambas, entretanto, por aqui não tem vez, ou voz!

PS: A exposição, com 100 fotografias selecionadas, fica na Casa da Cultura até o dia 17 de julho, aberta à visitação pública. Vá lá e confira de qualquer modo, há fotografias realmente boas.

PPS: O Danilo conseguiu emplacar duas na categoria Preto e Branco ;)

sábado, 13 de junho de 2009

A Mulher Invisível (Brasil - 2009)


Ontem fui ao cinema e assisti ao novo “grande sucesso” do cinema nacional: A Mulher Invisível, do diretor Cláudio Torres (Redentor - 2004) com as atuações de Selton Melo, Luana Piovani, Vladimir Brichta, Maria Manoella e Fernanda Torres.

Pedro (Selton Mello) é o marido mais apaixonado e dedicado do mundo, mas leva um pé de sua esposa (um personagem ponta vivido por Maria Luiza Mendonça, desculpem, não lembro o nome do personagem!), que o abandona grávida de gêmeos, filhos de um alemão. Pedro então, entra numa fossa e passa meses em casa, até o dia em que Amanda (Luana Piovani), sua nova vizinha, bate à sua porta pedindo uma xícara de açúcar e eles se apaixonam. Amanda é “absolutamente perfeita” além de linda tem os mesmos gostos que Pedro, é quase ninfomaníaca, não tem ciúmes... bla, bla, bla... Mas ela não existe. Na loucura de sua fossa Pedro criou Amanda (Mulher Invisível... entendeu?!?). Daí a trama discorre sobre sua verdadeira vizinha, Vitória (Maria Manoella), que é apaixonada por Pedro e mais bla, bla bla...

A idéia é boa, tem muito potencial, mas o filme esbarra num empecilho tremendo:


Pois é. A Mulher Invisível é Globo Filmes e, assim como todas as realizações dramaturgicas das Organizações Globo sofre do drama do potencial não atingido. Isso acontece com filmes, séries, novelas... Quando você ouve falar de toda a produção envolvida nas “coisas da Globo”, você sempre acha que “parece que vai ser bom”. Locações estrangeiras, panos de fundo históricos, obras literárias, grandes orçamentos... Tudo isso se perde na mão da Globo.

Outra coisa que certamente prejudica o filme é o fato de ele ser nacional. Não que eu tenha alguma coisa contra o cinema nacional, vez por outra saem grandes filmes. Eu mesmo tenho meu DVD do Cidade de Deus aqui (lugar comum, eu sei, mas o filme é bom mesmo)! Mas o cinema nacional, padece do mal de não correr riscos! Não se faz cinema como negócio no Brasil assim como acontece no resto do mundo. O filme nacional não tem investimento privado real e já sai pago pelo governo. Se UMA pessoa pagar pra ver, já deu lucro. Certamente, teríamos um salto qualitativo no cinema nacional se houvesse um risco de seus realizadores se ferrarem... é negócio, e às vezes acontece.

A respeito do elenco. Luana Piovani continua linda e ainda é uma atriz bem ruimzinha, nesse filme, como sempre, ela faz o único papel de sua carreira (a loira gostosona). Selton Mello é um ótimo ator de um só papel. Vladimir Brichta ainda é o bom humorista, Maria Manoella se sai MUITO bem no papel da vizinha sonhadora. E Fenanda Torres... ‘taquepariu, rouba não a cena, mas todo o filme, sempre que aparece.

Pondo na balança, os bons momentos de A Mulher Invisível compensam as falhas e o tornam um filme razoável. Você não vai sair do cinema praguejando, nem tampouco extasiado, mas é uma boa diversão, da qual você vai esquecer os detalhes em alguns dias. Vale a pipoca!




PS: Houve uma hora no filme que eu esperei o Selton Mello dizendo pra Maria Manoella: Você me conheceu numa época estranha da minha vida. E os Pixies tocando Where is my mind ao fundo... rsrs

PPS: Descobri, no meio da pesquisa de links, antes de postar, que o nome do personagem da Maria Luisa Mendonça é Marina!!!

terça-feira, 9 de junho de 2009

A nova mídia e a nova democracia

Desde que a O’Reilly criou o termo Web 2.0 em 2004, o conceito de conteúdo gerado pelo usuário (ou, em inglês: user-generated content - UGC) tem se expandido e levado a limites nunca antes imaginados. Hoje, como todos poder ser geradores de conteúdo na internet, lidamos com um volume de conteúdos absurdo diariamente, tanto que o grande problema ao utilizar a internet hoje, diferente do fim da década de 90 e início dos anos 2000, já não é encontrar conteúdo, mas filtrá-lo para consumir apenas o que é relevante.

O surgimento dos serviços de blog certamente foram o primeiro afluente desse amazonas digital com o qual temos de lidar diariamente e sua evolução mais notável hoje é o twitter, serviço de microblogging em que o usuário se comunica através de mensagens curtas (140 caracteres). O twitter, enquanto serviço, se faz ainda mais acessível que um blog, uma vez que com mensagens curtas, fica muito mais fácil manter-se atualizado de todas as suas fontes.

Essa facilidade foi percebida por pessoas públicas, e o potencial dessa ferramenta foi demonstrado durante a campanha do aual presidente norte-americano, Barack Obama. No Brasil, no último dia 18, ocorreu algo parecido. Foi criado no twitter um perfil do atual governador do estado de são paulo, o PSDBista José Serra, possível candidato à presidência ano que vem.

O perfil de Serra entretanto é atualizado pelo próprio, diferentemente da maioria das “celebridades” presentes na rede. Sendo pesoal, a página de Serra no twitter abre espaço a todos os que fazem parte da rede dizerem ao governador o que pensam a seu respeito e a respeito de seu governo ou candidatura, bem como dá a ele a chance de se expressar mais informalmente junto a seus eleitores, discutir artes, esportes, dar suas opiniões e até mesmo discutir política! Sim, isso está acontecendo, um dos preceitos da democracia.

Recentemente o roqueiro Roger Moreira, vocalista e guitarrista da banda Ultraje a Rigor, criou um movimento de abaixo assinado, no qual expunha algumas das grandes preocupações dele e de grande parte dos cidadãos brasileiros em relação à gestão pública. Nada melhor pra se discutir com um gestor público certo? Roger então entrou em contato com Serra através de seu perfil no twitter e obteve resposta. Não foi uma resposta pro Roger, mas pra todos os que assinaram o tal manifesto, eu incluso. Isso é bonito demais!!!

Assim como essa história sobre José Serra amplamente acessível a todos, há outras. Exemplo: a Petrobras recentemente criou o blog Fatos e Dados através do qual responde à imprensa os ataques que tem recebido. Sites como o Tranparência Brasil facilitam nossa tarefa de fiscalizar os políticos e acabam com as desculpas que as pessoas inventam pra fugir a esse dever.

Histórias assim, trazem a internet e o UGC, essa tal “nova mídia” a um nível completamente novo, e demonstram que esse pode ser o novo caminho da democracia, onde todos podem realmente manifestar-se e ser ouvidos, assim como estou fazendo agora. Basta querer.

Sobre a música piauiense: de como a mediocridade se sobrepõe à competência

Acabo de ler um post no blog do Validuaté. Lá, o Quaresma, vocalista da banda, falou sobre um show que foi assistir no último dia 5, uma festa com alguns dos astros esquecidos da “Jovem Guarda”, em especial Márcio Greyck, de quem o Validuaté gravou a música “Eu preciso de você” para o seu segundo álbum, o aguardado “Alegria girar”. No texto, a maior reclamação do cantor foi em relação ao som (técnica) do evento, totalmente obscuro e sem definição e que, se não fosse a competência individual dos artistas no palco teria estragado a noite.

Há alguns anos atrás, eu junto com meus amigos Gleison e Narcísio, formamos uma banda (que acabou não dando certo e não durando, infelizmente) e nas poucas apresentações que tivemos, sofremos também a falta de estrutura dos PAs da cidade. Por ser uma banda de caráter experimental e trabalhar eminentemente com música eletrônica, os graves pesados encorpados e constantes se tornavam um pesadelo para os “técnicos” nas precárias estruturas de som que tivemos a chance de usar.

Mudando um pouco foco, Thiago Cabral, outro amigo, excelente pianista jazz e verdadeiro pesquisador musical, formou-se na UFPI, passou (se não me engano) dois anos como professor substituto da instituição e depois, quando quis se especializar teve de ir pra João Pessoa, onde está fazendo mestrado em “Musicologia do século XX” (Uau!). Assim como ele, no início do ano outros amigos: Samara, Wdemberg, Luana e Germano (todos excelentes cantores), sentiram a necessidade de se especializarem e tentar conseguir uma formação musical realmente sólida arrumaram suas malas e se mandaram para Goiânia.

Ainda no âmbito acadêmico, Teresina perdeu esse ano o Prof. Dr. Vladimir Silva, paraibano, já residente aqui há anos. Dono de uma gama de conhecimentos musicais enorme, extremamente rigoroso e criterioso quanto à prática musical. Um verdadeiro político (sempre em cima da Universidade pelo curso de música), além de incrível professor sempre pronto a servir e foi embora simplesmente por que a cidade de uma forma ou de outra disse: não precisamos de seus serviços professor, aqui não há espaço para você! Junto com a saída do professor Vladimir, morreu o Madrigal da UFPI, regido por este e, sem favor nenhum, o melhor grupo musical que já houve no estado.


O Piauí sempre virou as costas para professores de música reconhecidos no país todo como Emmanuel Coêlho Maciel, Reginaldo Carvalho e o próprio Vladimir Silva. Reginaldo Carvalho, indubitavelmente uma autoridade no mundo da música está aqui, entre nós, e a maioria nem conhece. Se hoje temos uma “orquestra sinfônica” (na verdade não temos, mas os papéis dizem que sim), ela se originou na Orquestra de Câmara de Teresina, fundada por Emmanuel Coêlho Maciel, e quase ninguém sabe!

A música piauiense tem muito o que aprender e precisa urgentemente começar a aprender. Seja a música popular ou “erudita” (outro dia discorro sobre o uso desse termo). A música piauiense precisa parar de se contentar com o normal, o ordinário, o medíocre ou perderá todos seus grandes talentos. Enquanto a politicagem sobrepujar a força criadora, a mediocridade será a única coisa que teremos aqui, pois esses (os medíocres), ao verem aqueles que pode ser mais, sentem medo e utilizam-se dessa politicagem, podando todos os verdadeiros e competentes talentos. Enquanto a competência não conseguir vencer por si mesma, teresina vai permanecer como uma pequena província, de onde os verdadeiramente bons e talentosos terão de fugir, se quiserem chegar a algum lugar. Correndo o risco de nunca mais voltar.

PS: A esses medíocres que atrapalham o crescimento e o desenvolvimento dos realmente competentes, nós do Helvetica12 não absolvemos!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Polaróides modernas


Lembra das câmeras Polaroid? Fotos instantâneas, de péssima qualidade e que não duravam nada... sem falar que as câmeras eram umas monstrengas e tinham cartuchos caríssimos para tirar até dez fotos... bons tempos né?

As Polaroid nunca foram um verdadeiro sucesso comercial e as brigas pelas patentes com a Kodak enfraqueceram muito a Polaroid Corporation. Com o surgimento e aprimoramento da tecnologia da fotografia digital as câmeras Polaroid não resistiram e morreram (não completamente, ainda existem e são fabricadas em número limitado para os entusiastas, mais caras ainda!).

O visual sujo das polaróides, entretanto virou cult, e pensando nisso sugiu o divertidíssimo Poladroid!!!

O Poladroid reproduz todos os detalhes das velhas poaróides na conveniência do seu computador. Você escolhe o arquivo a ser “polarizado” e arrasta pra câmera na sua tela, em seguida a foto salta da câmera. Não pronta, claro! Você tem de esperar a foto “revelar”, até que a imagem apareça e arquivo seja salvo onde você determinou, com a moldura de polaróide, a cor suja, e as manchas... Outro detalhe: a medida que você “polariza” suas fotos, elas vão ficando sobre a “mesa”, e ao contar dez fotos (o quanto cabia num cartucho de polaróides) o programa avisa que o cartucho está vazio e deve ser trocado (reiniciando o programa).

O resultado geral das fotos é muito bom, tão bom que resolvi criar o álbum Polaróides Modernas no meu flickr...

O Poladroid é gratuito, disponível em versões Windows e Mac e pode ser baixado aqui: http://www.poladroid.net/

sábado, 6 de junho de 2009

Exposição Pós-Impressionismo SESC chega a Teresina


Os teresinenses poderão conferir e conhecer, a partir dessa segunda-feira (08/06), até o dia 26/06, no Sesc da avenida Maranhão, um pouco de um importante capítulo da história da arte ocidental, através de 40 (quarenta) reproduções de obras que estarão expostas e que levam a assinatura dos mais importantes artistas pós-impressionistas. A exposição que será realizada com a parceria local do Pólo Arte na Escola (Núcleo da Universidade Federal do Piauí), atenderá nos turnos manhã e tarde e contará com 12 (doze) monitores, dos cursos de Arte e Arquitetura da UFPI e Técnicos em Artes Visuais do CEFET. O Objetivo da monitoria, - que recebeu 24h de capacitação-, é recepcionar o público visitante e conduzi-lo através de um passeio pela exposição, enfocando as particularidades de cada obra e abordando outros aspectos ligados ao conjunto que compõe o acervo, destacando sempre a influência do pós-impressionismo na arte moderna e contemporânea.

Elaborada pelo Departamento Nacional do Sesc, a exposição Pós-Impressionismo e as Origens da Pintura Moderna tem como curadora, Zuzana Paternostro – PhD em História da Arte, que foi facultada pelo Sesc a recorrer a museus e galerias das mais diversas e distantes partes do mundo, visando exibir, com exclusividade, obras consideradas verdadeiros ícones do Pós-Impressionismo. 18 (dezoito) Museus e Instituições de Arte liberaram gentilmente as matrizes fotográficas das obras que estarão expostas e que são de grande fidelidade às originais, tanto no que diz respeito à cor e contraste. O processo de gravação, conhecido como “ink-jet em cavanas”, é um processo realçado por computação gráfica que visa registrar com exatidão, todos os detalhes da pintura, tais como suas pinceladas, suas cores e tons originais.

Pós-impressionistas são todos os artistas que, durante o período de 1886 a 1910, desenvolveram uma maneira própria de representar a arte, fugindo das formas que predominavam no período. O movimento sucedeu o impressionismo e nele os artistas acreditavam que experimentando novos métodos e técnicas desenvolveriam um novo tipo de arte, pesquisada de maneira intensa e científica. O movimento provocou modificações significativas no campo da pintura, arquitetura, ilustração e comunicação visual, colaborando para o surgimento do modernismo e algumas vertentes da arte contemporânea.

Destaque para obras de Van Gogh (1853-1890), um dos maiores mestres da história da arte de todos os tempos. A arte de Van Gogh estabeleceu bases na pintura do século 20. Mais ousado do que os impressionistas, o holandês chegou a expressar seus sentimentos por meio de uma representação totalmente subjetiva da realidade. Uma característica que marca a divisão entre as escolas impressionista e pós-impressionista.

"Eu sou o primeiro de uma arte nova" foi uma das frases atribuídas a outro mestre do pós-impressionismo, e que tem replicas apresentadas na mostra: Paul Cezánne. Ele desempenhou um papel fundamental no período e é considerado por alguns críticos de arte como o maior lutador da escola pós-impressionista. Cezánne é tido como um dos iniciadores da pintura moderna e, embora vinculado ao impressionismo no princípio da carreira, sua obra posterior é marcada pela simplificação das formas e por uma nova concepção espacial.

Os críticos afirmam que a criação de um rótulo para as obras é coisa de historiadores de arte e pós-impressionismo é o nome dado a essa vertente de pintura que veio logo após o impressionismo. Os impressionistas haviam destruído para sempre a crença artística na verdade objetiva da natureza.

Todas essas discussões sobre o período pós-impressionista, bem como o diferencial dos autores que a elevaram como uma escola artística, será abordado em atividades paralelas durante a realização da exposição no Sesc Centro, motivo pelo qual o evento tem um foco especial voltado para as escolas do ensino fundamental, médio e superior. Para um melhor aproveitamento dos conteúdos oferecidos, a coordenação do evento recomenda que as escolas interessadas em visitas orientadas efetuem agendamento antecipado na coordenação de cultura da unidade do Sesc ou através do telefone- 3230-9910. O acesso ao evento é gratuito, e cada aluno visitante receberá uma fortuna crítica impressa sobre o assunto.

Fonte: SESC - Piauí

Aproveitem a dica... pouquíssimas vezes podemos ver esse tipo de coisa aqui em Teresina...
O Helvetica12 certamente visitará a exposição e trará suas impressões!

Iniciando...


Phillipe Xadai teve a idéia de criar um blog coletivo e que resolveu compartilhar com seu "partner" Danilo Medeiros. Durante essa interação virou Helvetica12...

Por que Helvetica12?
Helvetica, é o nome de uma fonte criada pelo tipógrafo suíço Max Miedinger em 1957 e redefiniu os padrões do design gráfico... Tornou-se tão onipresente que surgiu a expressão : "Se não souber o que usar, use Helvetica", entre designers gráficos.
Helvetica é a mais legivel das fontes, é simples, é bonita e, como eu já disse, onipresente!
Helvetica deriva de Helvetia, nome latino da Suiça (sim, o país).

Ok, e qual é a idéia?
Danilo e Xadai pensaram num lugar onde pudessem compartilhar idéias, pensamentos e impressões sobre o mundo à volta, mais especificamente sobre cultura, portanto, resenhas e comentários sobre música, cinema, tecnologia e o que for não serão raros, sem especialistas (ou não!). Bem como um ou outro grito que se faça necessário.
A princípio, Helvetica12 são eles dois, mas à medida que forem sendo encontrados elementos que possam contribuir para o andamento dos trabalhos, serão adicionadas mais pessoas.

No mais, sejam bem vindos e aproveitem... comentem, discutam, divulguem... e, se quiserem entrem em contato para seja lá o que for! (bloghelvetica12@gmail.com)