sexta-feira, 31 de julho de 2009

I Festival de Música de Teresina

No período de 3 a 9 de agosto, Teresina recebe o I Festival de Música de Teresina, que será aberto nesta segunda-feira, 3, às 19h, na Casa da Cultura com um concerto da Orquestra Sinfônica de Teresina.

Realizado pela Prefeitura Municipal de Teresina, através da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves, o Festival terá a presença de Ney Conceição, o baterista Kiko Freitas, Gedeão Lopes, dentre outros nomes do cenário musical brasileiro. O festival oferece programação gratuita, recitais e diversos cursos na área musical.

Segundo Erisvaldo Borges, da FCMC, são 21 instrutores, sendo 14 oriundos de outros estados. "O festival superou as expectativas, pois, todas as vagas oferecidas foram preenchidas e houve cadastro de reserva. Essa grande demanda é uma prova da atuação das escolas de músicas espalhadas pela cidade, pois a música está presente nas escolas públicas municipais, na Universidade Federal do Piauí, Casa da Cultura, Teatro do Boi, Teatro João Paulo II, além de projetos sociais, como o Música para Todos", destaca Erisvaldo.

Além das oficinas, o teresinense terá oportunidade de assistir a 19 concertos, que ocorrerão nas mais diferentes regiões da cidade. Na Casa da Cultura, no horário das 8h às 11h, serão ministrados os cursos de Música de câmara, clarineta, apreciação musical e formas musicais. No mesmo horário, no Centro de Formação Professor Odilon Nunes, os inscritos farão cursos de sax-improvisação, pedagogia musical e oficina de choro. Já na Escola de Música de Teresina, haverá cursos de piano, canto e percussão.

Na parte da tarde, das 14h às 17h, a Casa da Cultura recebe os professores para os cursos de violoncelo, violino e violão. Já na Escola de Música de Teresina, cursos de guitarra, baixo e bateria; e no Teatro João Paulo II será ministrado o curso de metais.

Durante uma semana, os teresinenses vão conferir concertos especiais. No Centro de Formação Professor Odilon Nunes, haverá , a partir das 11h, concertos da Orquestra de Violões (dia 4), Camerata Teresina (dia 6) e recital com alunos da oficina de choro (dia 8). No Shopping da Cidade, serão realizados concertos na quarta-feira (dia 5) da Banda Sinfônica 16 de Agosto e no dia 7, show com a Banda Luiz Gonzaga.

No período da noite, os concertos e recitais ocorrerão no Teatro João Paulo II. No dia 4, o show será com Sérgio Barrenechea (flauta) e Wellington Santos (piano). No dia 5, Gedeão Lopes (trompete) e Paulo Pedrassoli (violão), no dia 6, será a vez de conferir o talento de Cristiano Alves ( clarineta), com a participação de Sérgio Barrenechea (flauta) e Wellington Santos (piano), Nelson Faria (guitarra), Ney Conceição (baixo) e Kiko Freitas (bateria).

Na sexta-feira, dia 7, haverá recital com Bobó (Oboé), acompanhado de Sérgio Barrenechea (flauta) e Wellington Santos (piano) e o “Duo Terra Brasilis” com Fernando Cupertino (voz) e Consuelo Quireze (piano). No sábado, dia 8, recital com Mariana Salles (violino) e Wellington Santos (piano) e Alceu Reis (violoncelo) e Wellington Santos (piano).

O encerramento, no Teatro João Paulo II, ocorrerá no domingo, dia 9, a partir 9h, com Palestra sobre a Vida e a Obra de Heitor Villa-Lobos, recital com professores do I Festival de Violão de Teresina, a partir das 10h e confraternização a partir das 11h.

Fonte: Fundação Cultural Monsenhor Chaves

Debates intensos

Nós consideramos que Cultura é pra ser vivida (e, por que não vívida!). Parte do processo de vivência das coisas, passa pelo comentário e, às vezes, pelo debate. Somos animais sociais (não necessariamente sociáveis) e comunicativos (ou não!). Pensando assim foi criado o Helvetica12, pra divulgar e comentar a Cultura em Teresina (e no Piauí ou aonde for pertinente), uma vez que temos uma carência desse tipo de informação a ser suprida por aqui.

No intuito de tornar essa comunicação menos unilateral, estamos hoje implementando o serviço Intense Debate, que faz algumas mudanças na seçaão de comentários das postagens, permitindo, como sugere o nome do serviço, debates nos comentários do blog.

Com o Intense Debate, será permitido aos leitores divulgar postagens e até mesmo seus comentários de forma mais dinâmica (serviços de social bookmarking, favoritos, email, twitter), sinalizar comentários (somando ou subtraindo pontos ao comentário), responder diretamente a comentários, receber atualizações de comentários via email (pra quem quiser continuar o debate) entre outros recursos da plataforma.

Os comentários antigos infelizmente não puderam ser migrados para o Intense Debate, logo, apenas novas postagens (ou nas postagens nas quais não haviam comentários) será possível “debater”. Optamos por não apagar os antigos comentários, em respeito aos seus autores.

Você pode fazer seu comentário sem necessariamente entrar no Intense Debate (mas as pessoas não poderão sinalizar seu comentário, por exemplo, nem você poderá apoiar ou "repudiar" o comentário de ninguém dando ou tirando pontos). Mas se você quiser participar do Intense Debate, é necessário o cadastro no serviço, que é simples e rápido. O legal é que VÁRIOS blogs estão usando este serviço, basta uma conta pra se inscrever e participar de discussões em qualquer um deles (levando consigo seus pontos e criando uma reputação como comentarista).

Gostariamos muito que vocês, leitores do Helvetica12 (poucos, mas relevantes), participassem disso e fizessem sempre seus comentários, pois eles são nosso parâmetro para que saibamos suas opiniões e possamos melhorar com o tempo. Sabemos quantos acessos temos, sabemos o perfil de quem acessa, mas gostaríamos de implementar aqui o que vocês pensam. Helvetica12 é nossa opinião acerca da Cultura, gostaríamos que fosse a de vocês também. Por favor, comentem e ajudem a construir o Helvetica12.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

A Casa do Barão


Sempre conheci como a casa do Barão na Praça Saraiva. Além de residência do Barão João do Rego Monteiro, foi também o seminário do bispado de Teresina e colégio por vários anos. Finalmente ganhou a sua verdadeira identidade tornando-se a casa da cultura de Teresina. Hoje quando se torna debutante, aos 15 anos de existência, pode-se dizer que esta casa tem servido e glorificado a sua grande missão: fazer cultura. Dança, musica, museu, bibliotecas, cinema, salas de exposição e local para apresentações artística, a Casa tem o espaço para tudo. Nesta semana ela recebeu um sorriso que o tempo não apaga, de Audry Hepburn em vários filmes. Parabéns e abraços ao prefeito de Teresina, ao professor Cineas Santos, a diretora da Casa Josy Brito, aos funcionários e a todos aqueles que convivem com ela. Viva a Casa da Cultura.

José Elias Arêa Leão

Pecados no shopping center

O Núcleo do Dirceu dá continuidade ao projeto “As Sete Maravilhas do Mundo”, através de performances artísticas no shopping Riverside. A idéia é, a partir dos 7 pecados capitais, propor uma ocupação artística semanal dos corredores, praças e jardins do centro de compras, sempre nas noites de quinta-feira, a partir das 19h. Serão intervenções, performances e instalações diferentes a cada semana, criados especialmente para a dinâmica de circulação do shopping.

A intervenção dessa semana é dedicada à Gula. Uma das estratégias para se atingir o estado corporal necessário à performance é um jejum real antes da apresentação. Os intérpretes que se disponibilizaram à ação desta quinta se impuseram a meta de ter o café da manhã como única refeição do dia até o momento da ação, numa tentativa de experimentar um mínimo de intensidade física relativa a fome. As ações são criadas e executadas pelos integrantes do Núcleo do Dirceu, um total de 18 artistas vindos das áreas de teatro, dança, música e artes visuais, que atuam com foco na arte performática contemporânea.
A utilização dos lugares públicos de um shopping como espaço cênico provoca um novo olhar do transeunte e requer dele um outro posicionamento. Todas as ações são voltadas ao tráfego, à visitação, ao ritmo, à ocupação e às direções dos visitantes, interferindo na “normalidade” do lugar para abrir outras vias de percepção e propor outras formas de interação e comunicação.

Gula, inveja, preguiça, luxúria, ira, avareza e vaidade. No lançamento do projeto, no último dia 23, todos os pecados foram abordados, e nas próximas semanas um a um será aprofundado a cada noite.

Fonte: Assessoria de imprensa do NCD

Núcleo do Dirceu nas Terças Cênicas em agosto

O espetáculo Mediatriz, do Núcleo do Dirceu, ocupará durante o mês de agosto a temporada do projeto Terças Cênicas, sempre às 19h, no Theatro 4 de Setembro. Em 2008 a criação foi apresentada no Festival Internacional de Dança do Recife e em maio deste ano foi parte do “CAIXA Mostra DIRCEU”, no Rio de Janeiro, em uma mostra especial dos trabalhos do Núcleo realizada pela Caixa Cultural.

Nos dias 04, 11 e 18 de agosto Mediatriz fará parte de mais uma parceria, dessa vez entre a Fundação Cultural do Piauí e os produtores culturais do Estado, num trabalho conjunto de formação de platéia que caracteriza o “Terças Cênicas”. Mediatriz é um convite para uma viagem conduzida por três dançarinos, realizada a partir de um sistema de operações matemáticas: multiplicação de pés, divisão do corpo ao meio, adição de barrigas, subtração de joelhos.

O espetáculo discute as atuais linguagens da dança, e tem como objetivo trazer novas formas de ver e olhar. Se na matemática, uma mediatriz corta as figuras geométricas de um lado ao outro, Mediatriz “corta” o corpo humano, se utilizando de uma caixa cênica negra, que emoldura pés, pernas, torsos e outras partes do corpo e, como, definem os próprios artistas que o compõem, “fazendo uma dança com a totalidade do corpo sem nunca mostrá-lo por inteiro”.

A dança é geométrica e cria ilusionismos para brincar com as noções de corpo real que possuímos. É uma dança feita de pedaços, vetores, onde as partes falam como um todo. É um olho no buraco da fechadura, um convite para se imaginar o que não é mostrado. Mediatriz propõe sutis fissuras nos códigos de dança já estabelecidos para sugerir uma possibilidade outra de ver o corpo em movimento.

A concepção e criação do espetáculo foi feita pelos intérpretes Elielson Pacheco, Janaína Lobo e Weyla Carvalho, com orientação dramatúrgica de Marcelo Evelin. A criação musical é de Sérgio Matos e Sérgio Donato, com design de luz de Hein Drost, figurino de Layane Holanda e produção de Regina Veloso e Klayton Amorim. Mediatriz foi contemplada com o Prêmio Funarte Klauss Viana de Dança, através de patrocínio Petrobrás, via Lei de Incentivo Federal/Ministério da Cultura.

Um dos pontos fortes do projeto Terças Cênicas, que torna os bons espetáculos acessíveis a um maior número de pessoas, é o preço do ingresso: os valores cobrados são de R$ 5 a meia entrada e R$ 10 a inteira. Para mais informações, o interessado deve contactar 8841 0604 ou acessar o site do Núcleo do Dirceu

Fonte: Assessoria de imprensa do NCD

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Coreógrafa Denise Stutz no Projeto ColaboraTóRIO

A bailarina e coreógrafa Denise Stutz chega em Teresina na próxima semana para dar continuidade ao ColaboraTóRIO, programa de residências artísticas realizado pelo Núcleo do Dirceu(PI) e Festival Panorama de Dança (RJ), subvencionado pela União Européia. O Projeto que começou em abril deste ano vai até o final de 2010, focado na troca de experiências e conteúdo artístico entre um orientador convidado e os artistas locais.

Nas últimas três residências, os integrantes do Núcleo tiveram a oportunidade de experimentar formas muito peculiares de viver a arte contemporânea, através de olhares e movimentos espalhados pelo mundo afora. A sensibilidade do sulafricano Boyzie Cekwana e sua parceira Melanie Demers (Canadá) deram continuidade a organização e determinação dos registros multimídia de Tamara Cubas (Uruguai), que por sua vez prosseguiu com o engajamento inaugurado pelo paulista Cristian Duarte, o primeiro colaborador.

A quarta residência do ColaboraTóRIO fica a cargo de Denise Stutz, bailarina que inspirou Milton Nascimento a escrever a letra da clássica música “Maria, Maria”(ERRATA). Denise começou sua formação em Belo Horizonte, onde em 1975 foi uma das fundadoras do Grupo Corpo. Trabalhou com Lia Rodrigues como bailarina, professora e assistente de direção, e foi professora do curso técnico da Escola Angel Viana. Em 2003 iniciou um trabalho solo, apresentando-se na Europa e África. Seu solo "DeCor" foi apontado pela crítica como um dos dez melhores espetáculos apresentados no Rio em 2004. No ano seguinte estreou "Absolutamente Só" e em 2007 criou "Estudo para Impressões", estreado em Madri. Em 2008 trabalhou uma releitura dos seus trabalhos em "3 solos em 1 tempo", circulando pelo Brasil e Europa. Recentemente Denise também atuou como uma das preparadoras de elenco da minissérie Capitu, como responsável por aulas de movimento para o elenco.

A artista permanece em Teresina por três semanas, trabalhando diariamente com o Núcleo e artistas convidados. Ela chega ao Piauí depois de atuar pelo ColaboraTóRIO com artistas do Rio de Janeiro, que no dia 31 de julho apresentam uma pequena exposição do que foi desenvolvido durante a etapa carioca do projeto, orientados por Denise. “Em Teresina, gostaria de pensar o Colaboratório a partir dos trabalhos que já estão sendo desenvolvidos por aqui. Pensar e refletir a partir da criação deles. Não tenho vontade de levar um projeto meu, mas de fazer exatamente o oposto. Quero primeiro chegar, entender onde o grupo está e a partir daí organizar as três semanas”, planeja a bailarina. Para a realização local do ColaboraTóRio, o Núcleo do Dirceu conta com a parceria da Fundação JET.

Fonte: Assessoria de imprensa do NCD

Perfume de Resedá

Hoje ocorrerá o lançamento do livro "Perfume de Resedá" do escritor, professor e jornalista Paulo José Cunha. O livro trata-se de um memorial poético que levou 24 anos para ser escrito.

Autor estará autografando e falando do seu novo trabalho no Espaço Eventos Ed. Empresarial Francisco Mendes - Rua Anfrísio Lobão, 1200, segundo andar, no Jóckey, às 19 horas.


Paulo José Cunha é autor de: "O Salto sem Trapézio", "A Noite das Reformas", "Vermelho, um Pessoal Garantido", "Caprichoso, a Terra é Azul", " Grande enciclopédia Internacional de Piauiês".

Projeto 6 e Meia

Um show muito esperado no Projeto Seis e Meia desse semestre é o de Arnaldo Antunes e Edgar Escandurra que se apresentam no Teatro 4 de Setembro, dia 30 desse mês.

Aqui a poesia sonora de Antunes une-se à guitarra de Scandurra num show que conta com músicas compostas por canções provenientes da parceria entre os dois ao longo de mais de 10 anos, entre elas: "Música para Ouvir", do álbum "Um Som", de Arnaldo Antunes (2002), e "O Buraco do Espelho", trilha sonora do filme "Bicho de Sete Cabeças" (2001), de Lais Bodanzki. Os artistas também irão apresentar músicas que fazem parte de seus trabalhos individuais. e músicas dos seus respectivos últimos trabalhos - "Amor Incondicional"(Scandurra) e "Arnaldo ao vivo em Estúdio" onde inclusive Edgar Scandurra faz participação na faixa "Judiaria".


Quem abrirá o show é a banda local Roque Moreira.
Os ingressos estão a venda no local a partir de hoje - R$10,00(meia), R$20,00(inteira)

Para mais informações:3222-7100

foto:Fernando Laszlo

Alquimia Experimental

Ajuntamento Mar e Son é um grupo formado e ativo desde o final de 2007 cujos integrantes são Marsone(vocal e cordas), Ramon( cordas e vocais), Bom Lee Jones(cordas e efeitos), Bruna(vocais, cordas e violino), Eduardo Oliveira(baixo), André(bateria), Guy Dhegaly(efeitos e encenação poética) que encerra hoje(29/07) no Teatro 4 de Setembro, um ciclo de apresentações do espetáculo intitulado “Do infinito às...” .




Para quem não conhece, o grupo mistura estilos, ritmos, teatro e poesia, e como o próprio nome já diz, sua proposta é ‘ajuntar’ pessoas em torno da arte, onde o público interfere no show, sobe no palco e recita poesias.

O som que fazem vai do blues ao baião, devido ao gosto diversificado dos seus integrantes, que fazem à utilização de instrumentos inusitados, onde sempre prevalece o caráter de sonoridades experimentais.



Ainda não possuem cd gravado ou um site com material em áudio para divulgação. No entanto, a maioria dos shows possui registros que posteriormente serão transformados em produto para o público no formato de dvd. Não existe previsão quanto ao cd, porém faz parte de projetos futuros do grupo.


Quem quiser conferir, o show terá início às 19:30h, no Teatro 4 de Setembro, com os ingressos vendidos no local ao preço de R$10(inteira) e R$5(meia).

Agradecimentos a João Henrrique
Fotos: João Henrrique e Andréa Alves

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Cinéfilos de Teresina abraçam Audrey Hepburn

Depois de uma quinzena com clássicos do cinema, o Clube de Vídeo de Teresina continua com uma programação bastante atrativa para os amantes da sétima arte na Casa da Cultura. Será uma homenagem a atriz inglesa Audrey Hepburn, considerada a atriz mais bela da história, que completaria 80 anos, com grandes obras exibidas gratuitamente sempre às 18h30, dos dias 27 a 31 de julho.
Confira a programação completa:

27/07(SEG) - A PRINCESA E O PLEBEU -- Romance 119 minutos (EUA): 1953 – Elenco - Gregory Peck (Joe Bradley), Audrey Hepburn(Princesa Ann), Eddie Albert (Irving Radovich) – Sinopse - Ao visitar Roma, Ann (Audrey Hepburn), uma princesa, resolve "passear" anonimamente e se envolve com Joe Bradley (Gregory Peck), um repórter que, ao reconhecê-la, tem a oportunidade de um "furo", mas resolve por preservar Anne.

28/07(TER) – CINDERELA EM PARIS – Comédia Romântica (EUA): 1957– Elenco - Audrey Hepburn (Jo Stockton), Fred Astaire (Dick Avery), Kay Thompson (Maggie Prescott) Sinopse - Um famoso fotógrafo de modas, Dick Avery (Fred Astaire), trabalha para a Quality Magazine, uma conceituada revista feminina. Dick cumpre as determinações da editora da revista, Maggie Prescott (Kay Thompson), que não está satisfeita com os últimos resultados e tenta encontrar um "novo rosto". Dick o acha em Jo Stockton (Audrey Hepburn), uma balconista de uma livraria no Greenwich Village onde um ensaio fotográfico ocorrera recentemente. Após certa resistência, Maggie aceita Jo como a modelo que irá à Paris para fotografar e ser o símbolo da Quality. Jo só concorda pois lá poderá conhecer Emile Flostre (Michel Auclair), um intelectual cujas idéias ela idolatra. Entretanto, ao chegarem em Paris as coisas não correm como o planejado.

29/07(QUA) –UMA CRUZ À BEIRA DO ABISMO- Drama 151 min (EUA): 1959 – Elenco - Audrey Hepburn, Peter Finch, Edith Evans, Peggy Ashcroft, Dean Jagger, Mildred Dunnock, Beatrice Straight Sinopse - A história de Gabrielle Van Der Mal, que abre mão de tudo para tornar-se freira. Ela enfrenta adversidades inacreditáveis no Congo e, posteriormente, na sede de sua congregação, na França, quando estoura a Guerra Mundial.

30/07(QUI) – CHARADA – Suspense 114 minutos (EUA): 1963 - Elenco - Cary Grant (Peter Joshua), Audrey Hepburn (Regina "Reggie" Lampert), Walter Matthau (H. Bartholemew) - Sinopse - Em Paris a americana Regina Lambert (Audrey Hepburn), que recentemente ficou viúva, tenta entender que tipo de vida o marido levava e onde podem estar escondidos os US$ 250 mil que muitos acreditam estar com ela.

31/07(SEX) – BONEQUINHA DE LUXO Drama 115 minutos (EUA): 1961 – Elenco - - Audrey Hepburn (Holly Golightly),George Peppard (Paul FredVarjak),Patricia Neal (Tooley),Buddy Ebsen (Doc Golightly) Sinopse - Holly Golightly (Audrey Hepburn) é uma garota de programa nova-iorquina que está decidida a casar-se com um milionário. Perdida entre a inocência, ambição e futilidade, ela toma seus cafés da manhã em frente à famosa joalheria Tiffany`s, na intenção de fugir dos problemas. Seus planos mudam quando conhece Paul Varjak (George Peppard), um jovem escritor bancado pela amante que se torna seu vizinho, com quem se envolve. Apesar do interesse em Paul, Holly reluta em se entregar a um amor que contraria seus objetivos de tornar-se rica.

O começo de um Adeus

De 1997 pra cá muita água já caiu, evaporou, dando prejuízo por nunca ser na medida certa, -sempre é de mais ou de menos, enquanto o Calando dançava pelos palcos do Piauí ou desse mundão DeMeuDeusdoCéu, mas como tudo na vida chega a hora do adeus. Cia Luzia Amélia e o Programa BNB de Cultura 2009 lançam na próxima terça-feira, 28 de julho, às 09 horas, na Casa da Cultura de Teresina/Praça Saraiva, acontece Café da manhã de Lançamento da Caravana Dança do Calango Entre Rios, da Cia. Luzia Amélia.
Sendo o primeiro espetáculo da Cia. a alegoria do homem/calango rodou os palcos mostrando a resitência histórica e heróica, religiosidade, -muitas vezes cega,a capacidade para sobreviver num meio tão adverso que só um filho do Sertão é capaz de ter.
"A Secretaria de Educação comprou 400 ingressos para cada cidade que a Caravana vai percorrer. Esses ingressos serão distribuídos aos alunos da rede estadual desses municípios", informou o produtor da Cia Luzia Amélia, Jone Clay Macedo.A Caravana que conta com o apoio da Secretaria Estadual da Educação e Cultura (Seduc), irá percorrer, de 31 de julho a 10 de agosto, os municípios de Água Branca, São Pedro do Piauí, Palmeirais, José de Freitas e Beneditinos. Os municípios fazem parte do Território da Cidadania Entre Rios.
O produtor explicou que esse será o último clico de apresentações do espetáculo "Dança do Calango". "A Dança do calango foi o primeiro espetáculo da Cia. Chegamos a ser premiadas na Itália e Alemanha com o prêmio Grand Prix de Dança. A caravana encerra esse ciclo e a partir de então iremos investir em outros espetáculos", afirma.
A "Dança do Calango" tem direção e coreografia de Luzia Amélia que também assina o figurino em parceria com Silvana Oliveira; iluminação e produção de Jone Clay Macedo.

“Os Cegos”

Estréia amanhã (28/07) as 19 horas no auditório Alvaro Salmito localizado no SESC- Centro na av. Maranhão.nº 110, a peça “Os Cegos” de Michel de Ghelderode, tragicomédia inspirada nas pinturas de Pieter Brughel, o Velho, artista belga-holandês. O espetáculo teatral “Os Cegos” é uma reflexão sobre a cegueira da alma humana. A montagem será realizada numa produção coletiva que terá a Direção de W. Salmito com a participação dos Atores Waldílio Siso, Clóvis Monturil, Sanção Silva e Herbert Costa. A idéia deste espetáculo surgiu com a reunião sistemática nas teças e quinta-feiras, no SESC da Av. Maranhão, com o objetivo de criar um Grupo de Estudo em Teatro. Este Grupo pretende montar uma peça de Teatro de Rua, uma para o público Infantil, fazendo um total de três peças no segundo semestre de 2009. O texto de Michel de Ghelderode trata da aventura de três cegos a caminho de Roma, onde esperam ser agraciados com um milagre do Papa que lhes trará a visão. No caminho, alguns percalços alertados por um caolho que é ignorado pelos viajantes e até caçoado por eles. Michel de Ghelderode é o pseudônimo do belga Adhémar Martens (1898-1962), um escritor nascido em Bruxelas, em 3 de abril de 1898, numa família de origem Flamenga. Alfabetizado em francês, teve uma educação marcada pela figura austera de um pai muito autoritário e pelos versos terrificantes de uma mãe supersticiosa. Foi um adolescente tímido e solitário, de saúde frágil, enfrentando constantes crises de asma, que se repetiriam por toda a vida. Aos 16 anos, a tragédia de ser atacado pelo tifo o faz experimentar a proximidade da morte. Essa experiência estará presente ao longo de sua obra. Seu teatro sempre irá explorar a condição humana em todo seu horror e crueldade.


Ghelderode viveu na obscuridade até 1949, quando ganhou vários prêmios com a produção de D´enfer de Fastes. Mas o escritor teria preservado para sempre sua privacidade. Ghelderode viveu uma vida de solidão, recolhimento e meditação, reservando espaço apenas para sua arte brilhar. Foi assim que morreu, em 1962.

Ao contrário de sua vida feita de quietude e fragilidade, a obra de Michel de Ghelderode é vital, polêmica, explosiva. O autor de sucessos como "Os Cegos", "O Cavaleiro Bizarro" e "Escola de Bufões", diversas vezes provocou público e crítica, abordando, sem receio, desde os temas bíblicos até enredos comuns ao teatro medieval. Seu trabalho revela influências do teatro de fantoches, da commedia dell´arte, do expressionismo. As obras freqüentemente transitam pelos extremos da experiência humana, da morte. Seus temas prediletos envolvem também a exaltação religiosa, trabalhando seus personagens sempre próximos de um êxtase místico.

Ficha Técnica

Direção: W. Salmito
Cenário: Wilson Costa
Figurino: Herbert Costa e Danilo Medeiros, com Supervisão de Wilson Costa;
Iluminação: Waldílio Siso, com a Supervisão de Assaí Campelo;
Sonoplastica: Clóvis Monturil, com a Supervisão de W. Salmito;

Elenco


Sanção Silva que interpreta Lamprido (O caolho, rei do país dos fossos);
Waldílio Siso que interpreta De Witte (primeiro cego);
Clóvis Monturil que interpreta De Strop (segundo cego);
Herbert Costa que interpreta Den Os (o tereciro cego)

domingo, 19 de julho de 2009

Crítica: Validuaté - Alegria Girar

Alegria Girar, segundo álbum do Validuaté, é mais uma prova do cuidado do grupo para com sua carreira. Tudo foi pensado nos mínimos detalhes e, ao fim, sobrou um legítimo épico musical. De pronto, um dos melhores álbuns do ano, certamente “O” álbum piauiense do ano! Cheio de detalhes de produção, um projeto gráfico excelente, músicas bem amarradas entre si, participações especiais e MUITAS referências externas.

Ainda me lembro do primeiro show que vi do Validuaté e lembro que gostei de cara. De lá pra cá, a banda evoluiu bastante, musicalmente e profissionalmente. Alegria Girar é um legítimo resultado dessa curva ascendente e um franco sinal de que tem mais de onde esse veio! As melodias, arranjos e, principalmente, letras, trazem sempre algo mais, que você pode chamar como quiser, eu chamo profissionalismo.

O primeiro brinde vem na própria capa, bem como todo o projeto gráfico, ou, como diria o Arnaldo Antunes: “já arrasou só na capa” (não é Thiago E?)! Assim como em seu antecessor, Pelos Pátios Partidos em Festa, a capa referencia às músicas, em Alegria Girar, entretanto, esse intento é atingido de modo eficacíssimo (obrigado Nelson Rodrigues), com a arte de Babu Souza e as fotos de André Leão.

Passando ao que interessa, que é a música. O disco abre com um trecho do quarto dos Sete Poemas Portugueses:
Caminhos não há
mas os pés na grama
os inventarão
Aqui se inicia
uma viagem clara
para a encantação
Recitado pelo próprio autor o trecho já dá o tom do disco: encantação! As letras em tom de fábula de Thiago E trazem essa atmosfera ao disco, assim como as letras de Quaresma trazem-lhe o apelo radiofônico que ele precisava pra ser um grande trabalho. O Hermeto e o Gullar é uma das músicas/fábula do disco, mais uma homenagem do Validuaté a seus “pais” musicais, assim como Superbonder dizia “ei mãe, quando eu crescer eu quero ser o Jorge Mautner”, essa música fala carinhosamente dos defeitos de cada um e dos seus ídolos, sem falar na Macumbeira da Cara de Peixe com fama de arranjo com o oculto e o bonito texto escrito por Lirinha (Cordel do Fogo Encantado) para completar a aura “fabulosa”.

Eu Só Quero Acabar Com Você é um legítimo “bregão” dor-de-cotovelo, nascido de uma legítima dor-de-cotovelo. Lembro-me de quando Thiago E a compôs e gravamos (Thiago, Viviana, GLeiSon, Narcí5io e eu) uma versão “mesa de bar” disso. É mais uma música pra rir e “chorar” na qual todos nos encontraremos: “partiu com aquela pessoa ‘paia’, partiu com uma pessoa mais feia do que eu!”. Se por um lado nas versões “originais” Eu Só Quero Acabar Com Você tinha um quê maniqueísta digno de João Gilberto (“Eu só quero acabar com você, eu só quero acabar com você...”), nesse álbum a música se encaixa tão perfeitamente com as outras músicas que seria um crime chamar o João Gilberto quando o Zé Quaresma pode citar impropérios tão terríveis quanto “tomara que sempre chova em todas as tuas festas, tomara que tu tropeces em todas as pedras”.

Seguindo-se a essa, Plaina Maravalha é uma graça, apresentando essa moça Plaina Maravalha, uma femme fatale, tal como a Theda Bara referenciada na música, do século XXI. Nessa música fica evidente a influência da literatura na música e no fazer musical do Validuaté, quantas bandas você já ouviu por aí falar de Anton Tchekov?

A Onda é um grande presente ao ouvinte... sabe todas as regras da boa música pop? Estão lá, personificadas numa numa balada dessas de se “dedicar” a alguém. Refrão pegajoso e tudo o que precisa pra uma boa música de rádio (no melhor sentido da expressão). Linda e simples, “uma onda assim me carrega pra onde quer”. Quaresma já tinha demosntrado no Pelos Pátios... um grande talento pra esse tipo de composição, com músicas como Ela É e Essa Moça, mas A Onda é certamente o ápice desse talento, com todos os méritos merece ser uma das “músicas de trabalho” do álbum. Birras é mais uma da baladas bem sacadas do Quaresma, que com a influência da literatura compõe letras muito mais interessantes que a média desse tipo de música, mas que devido o brilhantismo de canções como A Onda acabou se perdendo no disco, sendo seu momento mais fraco (afinal, tudo é cíclico, nada pode ser um ápice infinito e no meio de tanta coisa boa algo tinha que ser menos). Ainda assim muito bom!

Trazendo de volta à atmosfera épica do álbum, a vinheta Didascália ajuda-nos a compor a peça, introduzindo à bonita Não Quero Te Agredir. Que é mais um brinde aos ouvintes de Teresina, fazendo referêcia direta a uma questão cultural daqui: “tome este vale e vá pra Timom”, uma pena que a maioria dos que não for daqui não vai entender a piada. Assim mesmo, é uma maravilha ouvir o Validuaté continuar fazendo uma das coisas que os torna legitimamente uma banda que representa a nossa cultura. É muito bom quando você ouve termos tão particulares de sua cultura numa música por exemplo.

A Lenda do Peixe Francês é certamente o momento de maior encantação do álbum. Merece um clipe em animação ou algo assim. É de uma sutileza e delicadeza poética ímpar até pro Validuaté (e isso não é pouco, vindo de uma banda que compôs coias tão delicadas quanto O Mar e o Pano e Um Guarda-Chuva Laranja). O ator e dublador Isaac Bardavid faz uma participação com sua “voz de trovão” (a voz Wolverine!), arrematando brilhantemente a fábula do peixe francês. Essa aura certamente não seria atingida sem a bateria dinâmica de John Well e o baixo preciso de Wagner.

Seguindo o peixe, temos aquele que provavelmente seja o momento mais especial do disco. Eu Preciso de Você, regravação do sucesso de Márcio Greyck. Aqui Quaresma demonstra todas suas qualidades de cantor naquela que é possivelmente a mais brilhante de suas interpretações e o Validuaté respeitosamente supera a gravação original de Márcio Greyck, transfomando a música numa trip music de primeira, bem ao estilo "peguei meu carro e caí na estrada". Nenhuma pirotecnia foi usada aqui e a música foi mantida tão simples quanto a original (ou até mais!). Os agudos limpos e precisos de Quaresma, junto com as pontuações aqui e ali da guitarra (Vazin ou Jr. Caixão?) e a citação de Sentimental (Rodrigo Amarnte) são uma homenagem e tanto. Bonito seria ver um dueto entre Márcio Greyck e Validuaté de Eu Preciso de Você!

Teresina, de Aurélio Melo perdeu seu posto como música de homenagem a cidade mais bonita que conheço. União, cidade natal de metade da banda é cantada em Cortesia com tanto amor que é impossível não se emocionar. Cortesia não é uma música recente, esteve no disco demo do Validuaté, mas em Alegria Girar o arranjo deu-lhe proporções totalmente novas.

Zéu Britto é certamente um dos cantores/atores mais expressivos, talentosos e afetados da geração atual (assistam ao vídeo!!!) e sua atuação em Bruta Como Antigamente faz jus a tudo isso. O contraponto de sua voz grave, pesada e suja com a leveza dos agudos de cristal de Quaresma são um deleite. Um voando sobre a cidade e outro se arrastando na sarjeta. Muito bom! A música me fez lembrar o incrível Secretária, devido à natureza S&M da letra. A propósito: Imagem Filmes, por que Secretária está fora de catálogo? Um filme precioso e valioso como esse TEM que continuar disponível!!! (Eu felizmente tenho o DVD... santo Mercado Livre...)

Fechando o disco, Alegria Girar dá nome ao álbum. Um rock vigoroso como Mundo Multidão Mil, que abria Pelos Pátios... nos diz que "já é tempo de sair do lugar". Alegria Girar (a música), relembra que Thiago E é devoto de São Arnaldo Antunes (é impossível não ouvi-lo em músicas como Céu%)... Ao fim, depois de Alegria Girar, uma surpresa nos aguarda...

Alegria Girar (o álbum) é sensacional, e se você é fã da banda e suas expectativas se restringem ao que já foi feito em Pelos Pátios..., Alegria Girar as supera em muito e vai ser um absoluto deleite... O lançamento do disco será feito neste dia 23, às 19hs e o Helvetica12 VAI cobrir!

__UPDATE__
A Banda está lançando o Concurso "Eu Vi a Alegria Girar!":

Caríssimos amigos que nos acompanham pelos palcos partidos em festa. Já é tempo de sair do lugar! Você quer participar desse momento vivido pela banda de uma maneira mais intensa, e não sabe como? Seus problemas acabaram!!! Está lançado o concurso "Eu vi a Alegria Girar"! Vá ao show de lançamento no dia 23, no Teatro 4 de Setembro, e leve consigo sua filmadora (pode ser emprestada mesmo, não tem problema...), câmera fotográfica digital, celular e grave trechos do show, música inteiras, o show inteiro se quiser. Fique à vontade para captar toda a alegria dessa noite: um detalhe, um sorriso da pesoa ao lado, uma expressão, um gesto, uma imagem, a energia do show, tudo ou só o que você viu. As melhores imagens serão incluídas no DVD promocional do show Alegria Girar, e os autores dessas melhores imagens ganharão um kit validuaté. (Mais detalhes muito em breve). O material deve ser encaminhado (em DVD), até o dia 30 de julho para o seguinte endereço:

Bumba Records Master Studio
Rua Coronel Cezar 1233
Morada do Sol
CEP 64056-470, Teresina-Piauí.

A seleção das imagens começa logo em seguida e o sesultado será conferido em primeira mão pelos vencedores. A lista com os nomes dos participantes vencedores sairá em nosso blog (http://validuate.blogspot.com) até o dia 7 de agosto. Participe! E faça parte dessa história. Abraços fraternos e enormes a todos.




PS: No site da banda, você pode conferir trechos de todas as músicas: validuate.com

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Prêmio SESC de Literatura 2009

Revelar novos talentos e promover a literatura nacional são propósitos do Prêmio SESC de Literatura. Lançado pelo SESC em 2003, o concurso identifica escritores inéditos, cujas obras possuam qualidade literária para edição e circulação nacional. Além da divulgação das obras, o Prêmio SESC também abre uma porta do mercado editorial aos estreantes: os livros vencedores são publicados pela editora Record e distribuídos para toda a rede de bibliotecas e salas de leitura do SESC e SENAC em todo o país. Mais do que oferecer uma oportunidade a novos escritores, o Prêmio SESC de Literatura cumpre um importante papel na área de cultura, proporcionando uma renovação no panorama editorial brasileiro.

Aos autores iniciantes, que ainda não tiveram chance de mostrar ao público suas idéias e sua criação, este é o caminho. As inscrições para o Prêmio SESC de Literatura são gratuitas e aceitas em todo o Brasil. Basta procurar a unidade mais próxima do SESC na sua cidade. Cada concorrente pode participar com uma obra, nas categorias conto e romance. O vencedor terá seu livro publicado e distribuído pela editora Record. Participe! Esta pode ser a chance de sua obra chegar às principais livrarias do país. Confira as regras do concurso no edital.

Fonte: Divulgação

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Casa da Cultura com quinzena de clássicos do cinema

A partir desta segunda-feira,13, até o dia 24 de julho, o Clube de Vídeo de Teresina leva o melhor do cinema para a Casa da Cultura com a exibição de grandes clássicos da sétima arte através de uma parceria com o Sesc. As sessões são gratuitas e iniciam às 18h, com debate após os filmes.

O Festival de Clássicos do Cinema acontece em uma parceria com o Sesc, com a exibição de filmes do acervo da biblioteca complementar de estudo estético do cinema do Século XX. Para o coordenador de educação e cultura do Sesc-Piauí, Giordano Bruno, a iniciativa vem para fomentar os cinéfilos e as pessoas que tem curiosidade de conhecer mais da sétima arte. “Nada melhor do que começar com os clássicos, os filmes mais digeríveis para os iniciantes”, relata.

De acordo com a programação, a primeira semana começa com “Juventude Transviada”, um clássico da década de 50 estrelado por James Dean, com direção de Nicholas Ray, exibido no dia 13, segunda-feira. Na terça-feira, 14, será a vez do italiano “Ladrões de Bicicleta”, com direção de Vittorio de Sica, de 1948.

Na quarta-feira, 15, o clássico francês “Jules e Jim, uma mulher para dois”, de 1961, de François Truffaut, vai encantar o público. Na quinta-feira, 16, é a vez do filme americano “Matar ou Morrer”, de Fred Zinnemann e, na sexta-feira, 17, o musical “Cantando na Chuva”, de Gene Kelly e Stanley Donen.

A Casa da Cultura, casarão do século XIX, antiga residência do Barão de Gurguéia, é mantida pela Prefeitura de Teresina, através da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves. Ela fica localizada na Rua Rui Barbosa, 348, na Praça Saraiva, no Centro da cidade.



Confira a programação:



13- [segunda-feira]- Juventude Transviada- Drama 111 minutos (EUA): 1955 Direção: Nicholas Ray

Elenco- James Dean (Jim Stark), Natalia Wood (Judy), Sal Mineo ( Jonh Crawford), Dennis Hopper (Goon)-

Sinopse - Jim Stark (James Dean) é um encrenqueiro, que fez os pais se mudarem de uma cidade para outra até se fixarem em Los Angeles, que é preso de madrugada por embriaguez e desordem. No distrito policial está Judy (Natalie Wood), uma jovem que está revoltada com o pai, que a chamou de vagabunda imunda por ter se maquiado. Lá está também um rapaz, John Crawford (Sal Mineo), mais conhecido como Platão, que atirou em alguns cães. Um compreensivo policial entende que Jim recebe em casa apenas um amor superficial dos seus pais, e que Jim nunca aceitou que seu pai seja totalmente submisso à sua mãe. Enquanto Jim espera na delegacia pelos pais, que tiveram de cancelar um compromisso social para tirá-lo da prisão, ele tem um rápido contato com Judy e Platão. Após ser libertado parecia que tudo estava resolvido, mas ao tentar fazer amizade na manhã seguinte com sua jovem vizinha, a própria Judy, cria um desentendimento com Buzz (Corey Allen), que namora Judy e é o líder de uma gangue do colégio. Esta rivalidade vai gerar algumas situações com trágicas conseqüências.



14 - [terça-feira] - Ladrões de bicicleta – Drama 90 minutos (Itália): 1948 Direção: Vittorio De Sica- Elenco- Lamberto Maggiorani (Antonio Ricci), Enzo Staiola (Bruno), Lianella Carell (Maria)- Sinopse- Em Roma um trabalhador de origem humilde, Antonio Ricci (Lamberto Maggiorani), é razoavelmente feliz e trabalha para sustentar a família. Precisando ter uma bicicleta para pegar um emprego, com sacrifício ele consegue recuperar a sua bicicleta, que estava empenhada. Entretanto ela é roubada, para seu desespero. Juntamente com seu filho Bruno (Enzo Staiola), Antonio a procura pela cidade. Como não consegue encontrá-la, ele resolve cometer o mesmo crime.



15 - [quarta-feira] - Jules e Jim, uma mulher para dois – Drama 104 minutos (França): 1964 Direção: François Truffaut – Elenco- Jeanne Moreau (Catherine), Oskar Werner (Jules), Henri Serre (Jim)- Sinopse- Paris, início do século XX. Jules (Oskar Werner), um judeu-alemão tímido, e Jim (Henri Serre), um francês extrovertido, se tornam grandes amigos. Eles têm muitos dos mesmos interesses, entretanto procuram alcançá-los de forma bastante diferenciada. Em uma viagem para uma ilha um pouco distante da Grécia, eles vêem uma estátua com um sorriso sem igual e quando voltam à Paris conhecem Catherine (Jeanne Moreau), que se parece com a escultura. Logo os três boêmios se tornam um trio inseparável e eles têm muitos momentos agradáveis em passeios de bicicletas ou idas à praia. Enquanto o cenário político mundial estremece com a possibilidade da Primeira Grande Guerra, eles estão determinados em aproveitar a vida ao máximo e viver para o momento. Jules se apaixona por Catherine e implora a Jim que a deixe cortejá-la e não interfira. Jim concorda, então o trio vai para o sul da França, onde eles tem primorosas férias. Jules propõe casamento a Catherine, que aceita. Um pouco depois de retornarem a Paris eclode a Primeira Guerra Mundial. Assim Catherine e Jules vão para à Alemanha e os dois homens combatem em lados opostos da guerra. Após o armistício, Jules encontra Jim e pede para ele ir visitá-los em sua casa, um chalé no Rhineland. Jules e Catherine têm uma filha de cinco anos, Sabine (Sabine Haudepin). Jim pode ver imediatamente que o matrimônio está em crise. Catherine fala de todos os seus amantes para Jim, mas Jules quer manter o casamento a todo o custo, apesar do caso dela com Albert (Boris Bassiak), um outro amigo. Quando Jules decide que se ele não pode ter Catherine o melhor amigo dele deve tê-la, ele dá a sua aprovação para eles terem uma ligação. Jules se divorcia de Catherine e assim ela e Jim podem se casar, mas após algum tempo Jules quer vê-la imediatamente. Jim tem que voltar a Paris para um negócio e acaba se reencontrando com Gilberte (Vanna Urbino), uma antiga amante. Isto afeta de forma profunda sua relação com Catherine, mas muitas coisas mais iriam acontecer.





16 [quinta-feira] - Matar ou Morrer - Faroeste 84 minutos (EUA): 1952 Direção: Fred Zinnemann – Elenco- Gary Cooper (XerifeWilKane),ThomasMitchell (JonasHenderson), LloydBridges (HarveyPell), KatyJurado (Helen Ramirez)- Sinopse- Will Kane (Gary Cooper) é um xerife que fica sabendo na hora de seu casamento que ao meio-dia chegará um trem trazendo Frank Miller (Ian MacDonald), um criminoso que mandou para a cadeia e planeja se vingar. Apesar de Amy (Grace Kelly), sua noiva quaker, argumentar que devem ir embora, ele acha que fugirá para sempre se não enfrentar a situação. A população (com raras exceções) se refugia sem ajudá-lo, apesar dele pedir aos cidadãos para enfrentarem o pistoleiro e seus cúmplices.



17- [sexta-feira] - Cantando na Chuva – Musical 118 minutos (EUA): 1952 Direção: Gene Kelly e Stanley Donen - Elenco- Gene Kelly (Don Lockwood), Donald O'Connor (Cosmo Brown), Debbie Reynolds (Kathy Selden)- Sinopse - Don Lockwood (Gene Kelly) e Lina Lamont (Jean Hagen) são dois dos astros mais famosos da época do cinema mudo em Hollywood. Seus filmes são um verdadeiro sucesso de público e as revistas inclusive apostam num relacionamento mais íntimo entre os dois, o que não existe na realidade. Mas uma novidade no mundo do cinema chega para mudar totalmente a situação de ambos no mundo da fama: o cinema falado, que logo se torna a nova moda entre os espectadores. Decidido a produzir um filme falado com o casal mais famoso do momento, Don e Lina precisam entretanto superar as dificuldades do novo método de se fazer cinema, para conseguir manter a fama conquistada.



20- [segunda-feira]-A Dama de Shanghai – Suspense 87 minutos (EUA): 1947 Direção: Orson Welles - Elanco- Rita Hayworth (Elsa Bannister), Orson Welles (Michael O'Hara), Everett Sloane (Arthur Bannister) – Sinopse- Michael O'Hara (Orson Welles) é um marinheiro que vê a bela Elsa Bannister (Rita Hayworth) passeando de charrete no parque. Ele a ajuda quando ela é assaltada por três homens, levando-a até seu carro. No dia seguinte Michael recebe a visita de Arthur Bannister (Everet Sloane), marido de Elsa e um advogado criminalista consagrado, que deseja que ele trabalhe em seu iate durante uma viagem que o casal fará. Inicialmente relutante, Michael aceita o trabalho devido à atração que sente por Elsa. Na viagem também está George Grisby (Glenn Anders), sócio de Arthur, que oferece a Michael US$ 5 mil caso ele o mate.



21 –[terça-feira] - Morangos Silvestres - Drama 91 minutos (SUE): 1957 Direção: Ingmar Bergman – Elenco- Vitor Sjostrom ( Dr. Isak Borg), Ingrid Thulin (Marianne Borg), Bibi Anderson (Sara)- Sinopse- O velho professor Isak Borg viaja de carro para uma universidade para receber uma homenagem. No caminho, depara-se com estranhos e parentes, o que faz ele reviver velhos momentos de sua vida e tentar descobrir o significado de estranhos sonhos que vinha tendo.



22- [quarta-feira] - Matar ou Correr- Comédia 87 mim (Brasil): 1954 Direção: Carlos Manga – Elenco- Oscarito (Kid Bolha), Grande Otelo (Cisco Kada), José Lewgoy (Jesse Gordon), John Herbert (Bill)- Sinopse- No velho oeste, a pequena City Down recebe a visita de dois vigaristas atrapalhados, Kid Bolha e Cisco Kada, e numa confusão um deles acaba se tornando o xerife do local.





23- [quinta-feira] - Sindicato de Ladrões- Drama 108 minutos (EUA): 1954 Direção: Elia Kazan- Elenco- Marlon Brando (Terry Malloy), Karl Malden (Padre Barry), Lee J. Cobb (Johnny Friendly) – Sinopse - Johnny Friendly (Lee J. Cobb) é um gângster que atua nas docas de Noa Yorl. Ele é também o chefe do sindicato, sendo assessorado por Charley Malloy (Rod Steiger), um vil advogado. Os dois usam um ex-boxeador, Terry Malloy (Marlon Brando), que é irmão de Charley, para atrair Joey Doyle (John F. Hamilton) até o telhado, onde dois capangas de Friendly o empurram para a morte. O motivo do assassinato era que assim ele nada falaria para a comissão do crime, ou seja, era um delator, e para aqueles que controlavam o sindicato merecia morrer. Terry atraiu Joey com uma certa dose de inocência, pois acreditava que os capangas iam só dar uma "prensa" nele. Edie Doyle (Eva Marie Saint), a irmã do homem assassinado, demonstra toda a sua revolta quando o padre Barry (Karl Malden) dava os últimos sacramentos para Joey. No dia seguinte Glover (Leif Erickson) e Gillette (Martin Balsam), dois membros da comissão que investiga o crime nas docas, quer interrogar Terry, mas ele diz que não tem informação para lhes dar. Logo Terry conhece Edie e começa a se sentir responsável pela morte de Joey. O padre Barry cede os fundos da igreja para os portuários se reunirem com segurança e para ver o que está acontecendo. Charley diz a Terry para que vá à reunião e lá o padre pergunta quem matou Joey Doyle. O medo faz todos silenciarem. Não tendo conseguido nada e estando prestes a encerrar a reunião, os capangas de Johnny começam a quebrar os vidros da igreja. Os poucos que tiveram coragem de ir eram atingidos por golpes de canos ou tacos de beisebol, quando saiam da igreja. Barry jura para "Kayo" Dugan (Pat Henning), um dos portuários com maior representatividade, que não irá se intimidar com tal agressão. Paralelamente nada acontece com Edie, que foi retirada da igreja por Terry. Os dois conversaram, mas o pai dela odiou saber que sua filha estava com o irmão de Charley. Ele está ansioso para que sua filha volte para o colégio, mas ela diz que não partirá até a morte do irmão ser esclarecida. Edie reencontra Terry e, apesar de ter várias coisas nele que a desagradem, há algo que não consegue definir. Porém algo deixa a situação muito tensa, pois Dugan coopera com a comissão mas, enquanto trabalhava, um engradado "acidentalmente" cai em cima dele, matando-o.



24-[sexta-feira]- Laura- Policial 85 minutos (EUA): 1944 Direção: Otto Preminger – Elenco- Gene Tierney (Laura Hunt), Dana Andrews (Detetive Mark McPherson), Clifton Webb (Waldo Lydecker)- Sinopse - Investigando a morte da diretora de uma agência de propaganda, Laura Hunt (Gene Tierney), que teve o rosto destruído por tiros de espingarda, o detetive Mark McPherson (Dana Andrews) interroga Waldo Lydecker (Clifton Webb), seu mentor e um influente jornalista, que considerava Laura não apenas sua maior "criação" mas também sua propriedade pessoal. Laura estava noiva de Shelby Carpenter (Vincent Price), um playboy, para desgosto de Lydecker e da tia de Laura, Ann Treadwell (Judith Anderson), uma mulher rica que era apaixonada por Carpenter. Enquanto a investigação evolui McPherson sente-se atraído pela vítima e, ao ir ao apartamento dela em busca de provas, contempla uma pintura de Laura pendurada na parede. Repentinamente acontece o inesperado, pois Laura surge na sua frente viva e com o rosto sem nenhum ferimento.


Fonte: Fundação Cultural Monsenhor Chaves

terça-feira, 7 de julho de 2009

Cineclube Olho Mágico (Última Sessão do Semestre)

Estamos próximos do encerramento do semestre. Em pouco mais de dois meses conseguimos organizar pessoas para a prática cineclubista, para a pesquisa e discussão sobre o audiovisual, para a organização em prol de uma associação em torno do cinema.

Percebemos, contudo, que ainda temos uma longa jornada para a efetiva implementação do Cineclube Olho Mágico. Que há a necessidade de formarmos uma equipe consolidada e comprometida com a organização e divulgação do movimento. Sabemos que a maior dificuldade diz respeito exatamente à questão de tempo para "doar" ao movimento. Mas que, juntos, através do "difícil" e moroso exercício da democracia, estabeleceremos metas e normas coletivas.

Porém, no balanço final, o saldo acaba por ser positivo. Conseguimos realizar 4 sessões regulares + um dia especial, a Mostra Audiovisual de Cultura Popular. A presença de Douglas Machado foi impecável. Recebemos de presente a exibição do trailler de seu próximo trabalho, da série de literatura. E um agradável e descontraído bate-papo.

A cada sessão novos amantes se aproximam e timidamente estreitam seus laços com o grupo, alinhavando idéias e novas sugestões.

Teremos o mês de julho como um período de recesso. Voltaremos com força total no início do segundo semestre. Que esse tempo de férias consiga renovar nossos ânimos, tão exaustos dos afazeres cotidianos.

Assim, o Cineclube Olho Mágico convida para a última sessão do semestre, encerrando o Ciclo Metalinguístico:

Dia: 08.07 - quarta-feira
Filme: Prova d'Orchestra (Ensaio de Orquestra)
Direção: Federico Fellini
Local: Auditório do CCE/UFPI - 18:15 da tarde

Elenco: Balduin Baas, Clara Colosimo, Elizabeth Labj, Ronaldo
Bonacchi, Ferdinando Villella, Giovanni Javarone, David Maunsell,
Francesco Aluigi, Andy Miller

70 minutos - Itália/ Alemanha/ França - 1978

Sinopse: Numa capela romana, agora um oratório, músicos chegam para um ensaio e são avisados que estão sendo gravados. Durante um intervalo em que o maestro concede uma entrevista eles se revoltam... Em Ensaio de Orquestra Fellini faz sua declaração de amor à música e celebra a última trilha sonora do genial Nino Rota.


Fonte: Adriana Galvão, coordenadora do Cineclube

domingo, 5 de julho de 2009

Crítica: CéU - Vagarosa (2009)


Conheci CéU (não ela, mas sua música), assistindo num domingo perdido desses à sua apresentação no programa Bem Brasil, da Cultura. De lá pra cá, cada nova coisa que encontro a respeito dessa tal Maria do Céu são elogios derramados e, às vezes um ou outro suspiro “ah, Céu”! Não, eu não vou destoar disso. Seu novo álbum, Vagarosa, mostra a mesma disposição, ecletismo, talento e, por que não dizê-lo, sensualidade do super notado, comentado, premiado, babado, suspirado álbum homônimo de estréia de 2005. Dizem que toda unanimidade é burra, entretanto, quando até um Caetano Veloso vira pra dizer que a moça é “o futuro da MPB”, aí tem! Já tinha ouvido falar dela ainda antes de ver o Bem Brasil, mas naquele dia quando o Wandi gritou “CéU, palcooo”, exclamei que “ah, essa é a tal da CéU?!” e adorei o que vi! Infelizmente não conheci antes de sua apresentação aqui em THE, durante o Circuito Cultural Banco do Brasil.

Vagarosa já havia sido antecipado pelo ótimo EP Cangote, abre com uma vinhetinha gostosa à voz e cavaquinho, Sobre o Amor e Seu Trabalho Silencioso, seguida sem pausa de Cangote, já presente no EP de mesmo nome, essa, diferente da vinheta que a precede, carrega a mão nos detalhes eletrônicos e efeitos na voz, tem umas três ou quatro CéUs cantando. Comadi chega, mas sem empolgar, talvez numa nova audição. Bubuia decola com as participações de Thalma de Freitas e Anelis Assumpção e é seguida dos metais e baixo excelentes de Nascente. Grains de Beauté é tão sugestiva quanto seu título, uma legítima música pra cantoras, daquelas fecho os olhos e vou pro inferno (ou céu, dependendo de como seja seu paraíso). Vira Lata é meio bossa, meio samba, toda brasileira, um sambinha todo despretencioso e calmo (participação do mestre Luiz Melodia). Papa, não se leve a sério demais, adverte a moça... nada demais. Depois vem a bonitinha Ponteiro, que parece musica infantil. E O Cordão da Insônia vem com uma pegada reggae muito boa. Rosa Menina Rosa é uma ótima releitura pro Jorge Ben. Sonâmulo tem um refrão pegajoso e um instrumental trabalhadíssimo, com camadas e mais camadas de vocais cheios de ecos. E ao fim, CéU nos abduz em sua, linda, Espaçonave, carregada da sonoridade MPB'70s.

As sonoridades da MPB da década de setenta vêm fortes em Vagarosa. CéU não é uma cantora incrível como a Vanessa da Mata com seus agudos absurdos, mas canta de um jeito todo particular, sussurrando, como se estivesse de fato no céu e tentando te levar pro inferno (em tempo, na faixa O Inferno do excelente Fome de Tudo da Nação Zumbi, ela tenta também, nominalmente, e leva!) incrivelmente lasciva. Canta como se fosse tão bonita quanto realmente é! Fica a dica, CéU, seja lá em que disco for, é pra os “melhores momentos”, if you know what I mean. Como Vanessa, é uma excelente compositora acompanhada de músicos extremamente competentes e com arranjos ricos e “bem sacados”. O disco é tão bem produzido quanto seu predecessor e vai sim cativar àqueles que gostaram deste. Fica a dica!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Da Entrega, força e liberdade

Foto por Adam CohnTenho muito medo do que ocorre com minha geração. Nossos pais e mães, e seus pais e seus avós souberam e fizeram, mas nós, nossa geração, não sabemos nos dar ao outro. Hoje, as pessoas tem medo de se entregar, tem medo de… sei lá do quê! As pessoas hoje, não sabem amar verdadeiramente, não sabem doar-se a uma pessoa, uma causa, um credo, um ponto de vista ou o que seja. Qualquer coisa que não seja sua individualidade mesquinha.

A tristeza daqueles que não o sabem ou percebem, reside não na sua mesquinhez, mas na sua cegueira em perceber que não há individualidade plena ou completude verdadeira sem a segurança da entrega. Teme-se parecer fraco ao dizer “sou teu”, ao pedir ajuda. Ao oferecer-se à ajuda. Teme-se dizer “estou aqui para te dar suporte, conte comigo”. Mas essa é justamente nossa maior força! Aquela que nos deveria mover.

Quando estive em Campina Grande e tive a oportunidade de cantar (Madrigal da UFPI) num mosteiro da ordem das Irmãs Clarissas e me chocou (de uma forma boa) a maneira como aquelas mulheres vivem. Não sei se todos os que lá estiveram captaram da mesma maneira que eu, mas… que exemplo, e que força tem aquelas mulheres! Lá elas vivem completamente isoladas do mundo, dedicada exclusivamente à contemplação do divino. Imersas em seus afazeres e preces assistiram-nos através de grades.

Isto é algo muito raro de se ver hoje. São moças jovens e bonitas, que poderiam estar por aí fazendo qualquer coisa que quisessem, mas abdicaram disso em função de algo que é maior que elas mesmas: sua fé! Entregaram-se por completo à sua crença. Isso é algo muito bonito de se ver e que não se vê em qualquer lugar, mas é algo que passa despercebido muitas vezes. Alguém pode dizer que essas mulheres são fracas por se entregarem assim? Não, não são. Aliás, é um absurdo pensar isso, pois estas mulheres são infinitamente mais fortes do que qualquer um de nós que esteja aqui fora… “livres”. Quem é verdadeiramente livre? Não estou aqui entrando no mérito da fé católica ou seja lá qual for, mas no de entregar-se a alguma coisa, corpo e alma. Fechar os olhos segurar à mão do outro e ir, sem reservas ou rodeios.

Recentemente, um casal de amigos meus casou-se (de fato), juntou suas trouxas e se mandou pra outro estado. Estava nos planos dela há muitos anos, plano esse que nunca havia sido posto em prática por falta de oportunidades. Depois que se conheceram (e não foi há muito), apoiados um no outro criaram coragem e tiveram força pra simplesmente ir, cara e coragem! Hoje encontram-se muito bem, obrigado, felizes, realizados e pensando nos próximos passos.

Às vezes, temos de abrir mão de algumas coisas gente, por outras coisas, outras pessoas, outras causas. Abrir concessões, deixar passar. Isso não nos torna fracos ou vulneráveis, não nos tira a liberdade ou nos tolhe de escolhas. Saber doar-se só nos engrandece e fortalece, nos faz mais humanos. Talvez por isso hoje as pessoas não saibam casar-se, não se entregam, não aceitam, não compreendem, não se rendem, não consentem...

Ver pessoas que conseguem fazer essas coisas, sempre renova a confiança de todos na espécie. Espero um dia chegar ao nível de entrega conseguido por uma clarissa e espero que todos que entendam esse texto consigam. Eu morrerei tentando!

RENDA-SE

PS: O casal da foto, certamente não chegou até aí tentando parecerem individualmente fortes. Imagine quantas brigas, quantas concessões... (foto por Adam Cohn)